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Los Fondos Buitre: a primeira face

Ricardo Maroni Neto

 

“Fondos Buitre” ou Fundos Abutres é a denominação dada pelos argentinos aos investidores estrangeiros que, num determinado momento, compraram títulos da dívida por uma bagatela, não aceitaram a reestruturação da dívida proposta pelo Governo Argentino e tentam receber o valor total da dívida na justiça. Esta situação, que tomou o noticiário recente, parece ressuscitar a crise da dívida que assolou a América Latina no inicio dos anos 80.

Esta história começa em 1998 quando a Argentina entra em recessão, ao mesmo tempo em que se avizinhou o vencimento de dívidas externas. Em 2001 foi proposto um swap dos títulos, ou seja, troca de títulos vincendos por outros de prazo maior. No mesmo ano o país deixa de pagar US$ 100 bi. Em 2005 e 2010, já no governo dos Kirchners, houve duas outras swaps.

Ocorre que 7% dos credores não aceitaram a operação. Aí aparecem os “Fondos Buitres” que foram adquirindo os títulos desde 2001, especialmente daqueles investidores, que não aceitaram fazer os swaps por uma fração do valor nominal, dado o risco de não recebimento. Em um segundo momento os fundos passaram a exigir na justiça  o direito de receber integralmente. Em junho último o processo chegou a Suprema Corte dos EUA, cuja decisão é pelo pagamento imediato dos credores.

Dos “Fondos Buitre” destacam-se o Eliott Management, pertencente ao bilionário Paul Singer (não confundir com o Economista austro-brasileiro), que controla a NML Capital, e o Aurelius Blue Angel Capital, de Marcos Brodsky, como principais líderes do holdouts (credores que ficaram de fora da reestruturação da dívida).

Em termos de valores a conta é de US$ 1,3 bi. No entanto, o ganho de causa para “los Fondos Buitre”, pode abrir precedente e fazer com que os outros credores também queiram receber integralmente. Aí a conta salta para 18 bi e abre uma crise sistêmica.

Este problema tem cinco faces. A face da situação interna da Argentina. A face das suas relações econômicas internacionais. A face das relações políticas do país. A face da negociação argentina e a face dos efeitos sobre a Economia brasileira. Este artigo analisa a primeira face e às demais objeto do próximo.

A Economia interna da Argentina está fragilizada. Sua Economia está em recessão, só o consumo caiu 1,2% no primeiro trimestre de 2014.

O poder de compra tem caído sensivelmente. Com 100 pesos, há dez anos fazia-se a compra do mês. Há cinco anos, com os mesmos 100 pesos fazia-se a compra da semana. Atualmente com 100 pesos toma-se 3 cafés com “mesa luna”, que é o equivalente a média com pão e manteiga. Cabe aqui um depoimento pessoal: fui a Argentina em 2011 e com 100 pesos pagava-se um bom almoço para duas pessoas. Hoje a mesma refeição sai por, cerca de, 500 pesos.

Deve-se destacar que esta situação é recente, porem o processo de fragilização econômica se estende há 40 anos.

 

Ricardo Maroni Neto, economista, professor do Unifieo e do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia – IFSP, autor do Livro Manual de Gestão de Finanças Pessoais é membro do Grupo de Estudos de Comércio Exterior e Relações Internacionais do Unifieo – Geceu.

 

Agradeço aos amigos e leitores deste blog que compareceram à noite de autógrafos do meu novo livro, terça-feira dia 9/9/2014. O extraordinário êxito do evento foi a melhor demonstração de que o esforço que dedico para manter esta tribuna democrática é válido.

Aos inúmeros leitores que não puderam estar presentes e me perguntam como adquirir o livro aqui vai a resposta:

Blog do Guaçu Piteri – 5 anos sem fronteiras

1 – Livraria Book Stop

Osasco Plaza Shopping

2 – Edifieo

Unifieo

Campus Vila Iara

Bloco Branco

4º andar

Estado e planejamento: O Caminho para o desenvolvimento

 

Qual o caminho mais eficiente para buscar o desenvolvimento econômico de um país? Historicamente, este foi e ainda continua sendo um debate quase que interminável. É o mercado, dizem alguns ou a maioria. O Mercado é eficiente, suas livres forças quando deixadas a atuar de maneira livre levam a um caminho pleno de ótimo equilíbrio e ao fim e ao cabo, desemboca no desenvolvimento das forças materiais de um país.

Por outro lado, o Estado é o caminho do desenvolvimento, através de políticas econômica intervencionistas, tanto pelo lado fiscal, creditício e também cambial, e, sobretudo, dando uma direção mais segura e os caminhos necessários para que o mercado possa atuar dentro dos limites requeridos pelo planejamento estatal.  Através de um planejamento estratégico bem elaborado e colocando em foco as metas e objetivos de uma nação, o Estado conseguiria executar um projeto desenvolvimentista de maneira ótima na alocação dos recursos materiais que um país necessita e que atenda as necessidades mais imediatas da população. O fato é que o mercado deixado livre leve e solto não produz ou deseja projeto desenvolvimentista nenhum de Nação, pelo contrário, dominado pelas ideias conservadoras neoliberais, frações de classe capitaneada pela sua fração hegemônica financista, desejam apenas e tão somente rentabilizar o máximo possível seu capital a curto prazo na esfera das finanças e pouco preocupados com a expansão ou crescimento pífio da atividade econômica. Entretanto, o mercado, subordinado às políticas desenvolvimentistas direcionadas e planejadas pelo Estado, é uma possibilidade ótima de parceria e planejamento para o desenvolvimento econômico brasileiro.

Se olharmos a história em retrospectiva, veremos que no início do século XX, ainda prevaleciam os mandamentos do tal mercado, na verdade, uma ordem econômica e política que valorizava o indivíduo, a propriedade privada e o repúdio à intervenção do Estado. Mantras da turma do “senhor mercado” validavam teorias um tanto controversas sobre a estabilidade monetária e do ajuste fiscal ou equilíbrio das contas públicas, e que ainda hoje são esgrimidas pelos neoliberais de plantão.

Da falácia neoclássica da eficiência das forças do livre mercado desembocou na realidade cruel dos fatos: a crise de 1929. Desmoronou-se assim o arcabouço teórico da chamada “aldeia walrasiana” ou do suposto “Equilíbrio Geral”, para surgir dessas cinzas o socorro do Estado e o seu papel primordial de corrigir uma crise oriunda do conto da carochinha neoclássico.

Surge assim o chamado “consenso keynesiano” do pós-guerra, e com isso um extraordinário crescimento econômico pelo mundo inteiro, baseado na atuação firme e forte do Estado intervencionista na economia, e com isso, um sonho que durou trinta anos, a chamada era de outro do capitalismo, onde o pleno desenvolvimento econômico produziu uma prosperidade sem precedentes. Nesse período a economia brasileira cresceu a taxas históricas, na média, de 7.5%.

Atualmente, nesta etapa da globalização especificamente financeira, o mercado comanda as decisões pelo mundo. Surge como bem designou o sociólogo Karl Polany, o chamado “Moinho Satânico”, mas desta vez acompanhado do seu fiel escudeiro: os homens da bufunfa (com o perdão do uso desta expressão que tomo de empréstimo de Paulo Nogueira Batista Jr.), financeira, e com esta turma unida, o mundo hoje ainda procura se recuperar de mais uma crise que norteiam as economias de mercado, e como podemos observar pela Europa, EUA e países emergentes, convivem ainda com um crescimento econômico insignificante, e como conseqüência nefasta tem alarmantes níveis de desemprego pelo mundo, bem como a renda e a riqueza mundial concentrando-se cada vez mais.

Qual o remédio, então, para a retomada do crescimento econômico à la anos dourados? O estado interventor e o planejamento da economia é uma possível solução. Aprofundaremos em outra oportunidade este tema.

Ernesto Augusto Moura, economista com mestrado em Economia Política pela PUC-SP é professor de Finanças Internacionais e Gestão Financeira Global no Curso de Comércio Exterior e Negócios Internacionais e membro do Grupo de Estudos de Comércio Exterior e Relações Internacionais  do Unifieo – GECEU.

 

Dilmadas

J.C.S. Hungria

Você, caro leitor, sabe por que Dilma quís, porque quís, que a tratassem de “Presidenta” e não como deveria, simplesmente Presidente? Nunca é tarde para saber. Leia Ferreira Gullar em seu artigo “Quem manda sou eu”, onde ele conclui que “O que me chocou foi a imposição de que a chamem de Presidenta não é um simples capricho”, como eu, entre tantos, sempre achei.(“Folha”, domingo, 7.9.014, pg. E10) – Genial, genial, genial.

No debate com Marina, a própria disse “Não, querida, é a política da verdade. Se você não tem número suficiente de deputados você não aprova nenhum projeto”. E ouço essa papagaiada repetida ás 6 horas da manhã, fazendo minha barba, no “horário eleitoral obrigatório”, jogando prá escanteio meu momento de Beethoven, Wagner, ouvindo a Cultura no silêncio de meu lar. E o locutor enfatiza: “Marina tem uma bancada de apenas 39 deputados, quando são necessários 120 e tantos votos para aprovação de qualquer projeto.” Será que o locutor papagaio nunca procurou ler, ou pensar, ou saber, ou ouvir, que , no poder, qualquer um que tiver a caneta na mão para liberar verbas deles, aprova tudo, até revogação da lei da oferta e da procura?

 

 

Velhinha de Taubaté

J. C. S. Hungria

 

E o Estadão, santo Estadão, que na primeira página deste domingo, dia 7 de setembro, ao mencionar reportagem “bomba” da “Veja” do mesmo dia, e que circula em dois dias antes, candidamente registra que “na sexta-feira, o portal www.estadao.com.br tinha antecipado que o nome do presidente do Senado, Renan Calheiros, estava na lista?” Pergunta-se: era para diminuir o “furo” da “Folha”, que antecipou a lista com caráter sigiloso do depoimento-delator do tal ex-Diretor da Petrobrás? Ora, que o Renan iria figurar na lista até a velhinha de Taubaté sabia…Precisa dizer mais?

MEMÓRIAS DOS APOSENTADOS

JOSÉ CASSIO SOARES HUNGRIA

PROCURADOR DE JUSTIÇA APOSENTADO

INÍCIO E SAÍDA DO MPSP:

29/12/1058 A 26/03/1987

 

Dentre algumas atividades que exerci no nosso Ministério Público Paulista, uma conto volta e meia de maneira significativa, a meus amigos que não são e nem foram meus colegas, ou se o foram recebem o fato com incredulidade. Essa passagem é, para mim, especial e inesquecível, pois dá a medida exata de quanto, em tão pouco tempo, historicamente nossa Instituição cresceu, evoluiu e se fortaleceu.

Refiro-me a acontecimento ocorrido na comarca de Iguape, onde, no final da década de 50, exerci a Promotoria local, por aproximadamente três anos e oito meses, como substituto e titular.

Iguape hoje possui moderna estrada (Biguá) e os meios de comunicação da época eram precários, quando não inexistentes. Naquela época, para se ter uma pálida ideia, a viagem, por “jardineira” demorava cerca de 7 horas de São Paulo até lá. Havia, entretanto, em Registro, um “Teco-Teco”, cujo dono, Bertelli, fazia esse mesmo trecho em cerca de 2 horas. Mas um promotorzinho como eu e também Fábio Roberto von Sydow Pinheiro (os dois únicos em todo Vale do Ribeira) não dispúnhamos de verba pessoal para pagar esse luxo e, portanto, tínhamos necessariamente de enfrentar travessia de balsa, terra batida ou muita lama, quando chovia…

A Promotoria era de uma “pobreza” espantosa: não tinha papel sulfite, nem papel carbono, nem caneta, lápis, borracha, envelope, nada! Máquina datilográfica, nem pensar.

Havia solicitado esse material à Procuradoria Geral, e à Corregedoria do MP. Até à Procuradoria Geral do Estado. Nada. E com o asfaltamento da estrada SP-Paraná, o movimento das comarcas da margem da rodovia em construção, aumentou expressivamente. Registro, Eldorado, Jacupiranga, Cananeia e Iguape passaram a ser muito trabalhosas: muitos crimes dos “peões” e, com a valorização das terras, muitas causas cíveis e trabalhistas em que o Ministério Público atuava.

Vai daí e cansado de esperar pelo atendimento ao socorro solicitado em vão, resolvi “apelar” ao Presidente do Tribunal de Justiça de SP.

Já não tinha mais esperança, quando um motorista do ônibus, que chegava todo fim de tarde, me procurou no Fórum dizendo que um saco de estopa pesado e cheio, tinha chegado em meu nome. E entregou a encomenda. Na época eu dormia na Sala Secreta do Júri, num daqueles edifícios que o Plano Anual do Governo Carvalho Pinto contemplaria inúmeras comarcas. Quando abri a encomenda, deparei com tudo aquilo que havia pedido, inclusive tinteiros, mata borrão, canetas e penas descartáveis. Claro que algumas folhas de petição, alguns envelopes, alguns bloquinhos traziam, impressos, o Brasão Paulista e mais o Tribunal de Justiça… Mas daí? Dei um jeito e só ficou visível o Brasão.

Hoje, isso tudo é inacreditável para os mais novos colegas.

Penso com meus botões: como cresceu nossa Instituição, orçamento próprio, etc, etc. Felizmente. E hoje falo com muito orgulho que sou Procurador de Justiça Aposentado.

Talvez esse episódio em minha vida tenha me inspirado depois, fazendo-me participar de algumas publicações, até então inéditas no Brasil, que foram bastante úteis ao nosso MP: “Coletânea e Legislação” (com Romeu Ricúpero), “Boletim Informativo da APMP”, “Manual da Atuação Funcional do Promotor de Justiça de SP” (com Tilene e Júlio Francisco dos Reis), “Relatório Anual” da Corregedoria (com Sílvio Barros de Almeida, Fernando Soares de Souza e Ricardo Cardozzo de Mello Tucunduva). Essas publicações atingiram todo o Norte e Nordeste do país, que nos solicitavam exemplares da publicação e que, à época, eram regiões consideradas a mesma Iguape dos anos 50, pela sua  carência total. E, diga-se, a custo zero: “Coletânea” foi impressa no Departamento de Estatística do Estado, em 1970; “Boletim”, no Bradesco de Osasco; “Manual”, sob os auspícios da FIEO, fundação osasquense a que pertenço, em 1985; “Relatório”, também na Gráfica do Bradesco, em 1983.

Entrevista concedida à Associação  Paulista do Ministério Público

 

APMP: Por que escolheu ser promotor de Justiça?

Por ser de Itapetininga e conterrâneo de Nereu Cesar de Moraes, brilhante e atuante membro do MP, que me incentivou.

 

APMP: Quais lembranças o senhor guarda do concurso?

O número do concurso eu não me recordo, mas, foi no fim da década de 50; 1958 talvez. Foram aprovados só 15 concursados. Concorridíssimo e muito difícil (só 15 aprovados, repito).

APMP: Como foi a experiência como promotor Substituto?

Como substituto e designado para uma vara da Capital, concluí que nada sabia. Um horror! Levei o expediente de 4 ou 5 dias para casa, e lia o processo todo, em especial as promoções e manifestações dos colegas substituídos.

APMP: Se recorda da primeira comarca? Primeira Comarca como titular, foi Iguape. (O escrito que acompanha dá uma ideia). Como substituto, percorri o Estado todo, sem exagero. Tinha um baú que minha mãe comprou para meu “enxoval” do colégio interno, que transportava em minhas designações repleto de livros. A máquina de escrever, Olivetti portátil, ia junto. Uma pobreza franciscana, se compararmos com os dias de hoje.

 

APMP: Chegou a fazer Tribunal do Júri? Se sim, relate a experiência?

Esta experiência guardo até hoje. Fui designado para Nhandeara, alta araraquarense e “boca do sertão”, na região de São José do Rio Preto, comarca recém-criada. Cheguei, me apresentei ao Juiz Walter Amaral Gurgel, que deu as boas vindas e colocou um oficial de Justiça, Ditinho, para cuidar de mim, me servir no que fosse preciso: farmácia, restaurantinho, etc. E com o Ditinho, veio um processo de Júri, cuja ré, Josefina Rodondo, havia desferido machadadas no marido. Confessara na Polícia, em Juízo e no Plenário: “não sou mulher de começar alguma coisa e não terminar”. Meu marido se contorcia e jorrava sangue com os primeiros golpes. “Dei mais três “machadadas” e ele morreu. Achei que fizera uma acusação brilhante… Veio a sentença: absolvida por 7 a 0. Não entendi e quando me refiz, voltei à Sala Secreta e um jurado veio, em nome dos outros seis, me consolar: “doutor nós tínhamos um compromisso de absolvê-la, sob pena do Dr. Fróes, seu advogado de Rio Preto, não mais vir a Nhandeara. E a comarca não podia ficar sem advogado”. Tive um ímpeto de deixar o MP tal o desaponto. Após o Júri, Ditinho “desapareceu”. Os cartorários esclareceram que ele fora escalado para me vigiar, pois meu antecessor , quando viu o processo, sumiu da comarca e não teve o Júri…

 

APMP: Quais as dificuldades para se trabalhar na época?

(carro, telefone, estradas…) A pobreza nas comarcas, nos impressos, papelaria, e tudo o mais era de desanimar qualquer um. Em Nhandeara pedia ligação telefônica para São Paulo de manhã para falar só à noite. Isto quando dava sorte! Uma lástima! Não dá para acreditar que suportamos, meus colegas da época e eu, tudo aquilo com galhardia. Era mesmo um verdadeiro amor a Instituição.

 

APMP: Como foram as promoções ou remoções na carreira?

 

A promoções e remoções eram decididas por homens, e, como tal, humanos e falíveis… Os critérios, quando estabelecidos, obedeciam uma vontade singular, única, política. Mas, que Instituição não passou por isso?

 

APMP: Se recorda dos chefes do MP na época?

Dr.Luiz de Melo Kujawinski, Dr. Mário de Moura Albuquerque e outros ilustres. Esses me marcaram pela lucidez, liderança e realizações.

 

APMP: Exerceu funções fora da carreira?

Fui Chefe de Gabinete da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado, a convite de Eurico de Andrade de Azevedo, meu amigo e Procurador de Justiça que exerceu essa Secretaria no Governo Sodré. Além disso, passei um ano na Espanha, após defender tese perante o Governo Espanhol e autorização do Governo Paulista. Essa e outras experiências menores serviram-me para focar nossa Instituição como um todo e compreendê-la melhor. Grande Instituição, por todos os títulos!

 

APMP: Como foi a aproximação da aposentadoria? O senhor se preparou?

Aposentadoria é um golpe sério na nossa vida. Tive um irmão Juiz de Direito no Estado de São Paulo que teve muita dificuldade em requerer a aposentadoria. Aprendi que há a necessidade de uma preparação social, funcional e emocional. Aí daqueles que não sentem encorajados a pedi-la e, então, guardam chegar à compulsória aos 70 anos! Ai daqueles! Brincando eu diria que antes de decidir aguardá-la compulsoriamente deve comprar um terreninho no cemitério mais próximo…

 

**Minha carteira funcional é nº 82. Por aí dá para situar-me no M. Público da época..

P.S. Em próxima entrevista, Hungria promete discorrer  a respeito de sua extraordinária trajetória em Osasco que culminou com a implantação do Unifieo.

 

SERÁ POSSÍVEL?

J. C. S. Hungria

O Nada Ingênuo Holandês Voador voltou de férias, comprou a “Folha” de hoje, dia 28, e ficou atônito. Manchete de 1ª página: “Presidente do BB pagou multa para se livrar da Receita”. Isto porque comprou apartamento com dinheiro vivo. Na página A4, nova manchete e notícia grande sobre a aberração. Às tantas ele diz que “Não é crime comprar imóveis com recursos em espécie. Assim como não é crime guardar dinheiro embaixo do colchão”. Uai, pergunta o nosso Nada Ingênuo Holandês Voador, então para que serve o Banco que ele dirige? Consta que o Colchão S/A vai abrir capital para ser negociado na Bolsa, depois dessa!

Banqueiro Fujão

E por falar em Banco, quem indicou aquele Diretor do mesmo Banco do Brasil que falsificou o passaporte do irmão, fugiu para a Itália e está em compasso de extradição? Foi o pessoal do PT? Por que ninguém esclarece? Pizzolato está feliz!

Realizações

Ainda na “Folha” de hoje, o Prefeito da Capital disse que a expansão das ciclovias “é caminho sem volta” Ora bolas, só isso é governar uma megalópole? Até agora ele não fez outra coisa!

O Nada Ingênuo Holandês Voador já ouviu um mexerico que o homem é sócio oculto da Caloi ou Monark, não sei bem. Será?

 

Também?

Os jornais desta semana estão anunciando que o cantor Julio Iglesias vem ao Brasil em “Turnê Mundial de Despedida”. Ora, como nosso país está na zona cinzenta entre os subdesenvolvidos e os desenvolvidos, logo o nosso Nada Ingênuo Holandês Voador pergunta: será que é o efeito Silvio Caldas, que também fez uns mil shows de despedidas?

 

Vernissage

 

Dia 21 deste agosto, no Salão de Exposição do UNIFIEO, deu-se a noite de autógrafos do livro “Blog do Guaçu Piteri”, escrito a 6 mãos, conforme convites e anúncios a respeito. Com o recinto cheio, muito concorrido, organizado, bem prestigiado, a venda na noite, foi considerada com sucesso, um recorde.

Aguardem noite de autógrafos no Shopping Plaza Osasco e ACEO – Associação Comercial e Empresarial de Osasco, em setembro vindouro.

Amaury Pavão

 

O prosaico

 

Era uma vez uma menina lindíssima que morava numa casa bonita tinha pai, mãe e irmãs excelentes, estas últimas tão belas quanto ela mesma, todas alunas de uma boa escola situada em bairro nobre de uma grande cidade. O pai exercia um cargo importante, a mãe pertencia à tradicional família de fazendeiros paulistas e todos viviam ditosos como num conto de fadas. Os anos, como é natural, se passaram celeremente. Felizmente, recentes noticias sobre essa grei tão simpática dão conta de que a felicidade de outrora é a mesma de sempre. Muita coisa mudou, o pai ficou mais importante e mais rico. A família passou a morar numa casa mais chique e dentre as mudanças havidas registre-se que a graciosa criança e suas irmãs cresceram, sem, contudo, perderem o frescor e o encanto da infância e juventude.

Pois bem, aquela meninazinha que vivia entre linhos, pratas e cristais, sempre de vestidinhos novos e sandálias de grife, símbolo vivo da vida metropolitana, que raramente deixava a segurança de seu lar, somente o fazendo quando ia à escola, ao clube aristocrático ou ao shopping e de carro, pois não precisava tomar nenhuma condução de uso coletivo, passou a sentir uma ligeira coceirinha. O prurido ocorria no dedo mínimo do pé esquerdo. De quase imperceptível o pequeno incômodo cresceu de um dia para outro, passando a constituir insuportável comichão, obrigando nossa personagem a queixar-se para a mãe a cada vez que sentia o aguilhão da coceira, agora já começando a causar dor.

Para a mãe, zelosa administradora dos menores e maiores interesses das filhas e sobre todos estes os que diziam respeito à saúde da pequena luzida prole, aquele era um profundo mistério, pois, não fazia a menor idéia de qual poderia ser a causa do mal recém surgido.

Estavam as coisas nesse ponto, quando um amigo da família em visita à casa da escolar, foi indagado sobre o que poderia estar causando aquela desagradável situação com o dedinho da menina já a apresentar sinais de inflamação. O visitante, então perguntou à mãe aflita:

- Vocês têm uma chácara de recreio em Santana de Parnaíba, não tem?

- Sim! Respondeu a mãe da paciente.

- Lá deve haver um leitãozinho, alguma capivara, coisa assim, não tem?

- Sim!

- Então, por favor, me traga uma agulha comum, de costura. O que a garota tem é um prosaico bicho de pé! Vamos extirpá-lo.

A operação não durou mais do que um segundo, contado no relógio.

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