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JURINHOS

JURINHOS

C. S. Hungria

Leio nos jornais que o pessoal do “Petrolão”, vai devolver os milhões de reais que furtaram da Petrobrás.

Merece nota 7 (sete).

Por que não nota 10 (dez)?

No meu entender, quem pratica esse tipo de ilícito tão grande assim, acima de tudo gosta de dinheiro. Por isso, essas quantias surrupiadas não estariam sob o colchão ou simplesmente na conta corrente. Estariam aplicadas aqui no Brasil, ou fora (Suíça, etc). É muita grana para ficar parada. E, se aplicada, rendendo bons juros. Daí porque eles, os juros, pertencem ao dinheiro furtado (cerca de 230 milhões de apenas um furtador; ao todo são 720 milhões!). É tão fácil esclarecer isso.

Na mídia, falada ou escrita, ninguém diz uma só palavra. Então o crime compensa? Vão desprezar esses jurinhos?

Daí a nota 7 (sete). Concordam

Região do CIOESTE: perspectivas promissoras para o comércio exterior.

Antônio Carlos Roxo

Uma das iniciativas mais interessantes e republicanas, das muitas que vi por essas bandas, é a criação do CIOESTE que engloba as sete cidades da Região Oeste (Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba) e Cotia. A criação do Consórcio passa pelo diagnóstico de que há problemas regionais que devem ser pensados e resolvidos em conjunto, as soluções não são simples nem individuais, a conjunção de esforços para o desenvolvimento, não é tarefa para um só município. É aquela velha e, muitas vezes, esquecida máxima: unidos somos fortes!

Com este mesmo pensamento, em outro patamar, ainda não institucional, foi criado o CICERO – Comitê de Incentivo ao Comércio Exterior da Região Oeste, que inclusive se propõe a ser a câmara temática de Comércio Exterior do CIOESTE. E, se me permitem a indiscrição, propositura que conta com a simpatia do prefeito de Osasco, Jorge Lapas.

O objetivo explicito do CICERO (que sendo aberto, reúne atualmente  ACEO, Prefeitura de Osasco, Sebrae, Ciesp-Castelo, Unifieo/Comércio Exterior, America Comex e Comex Connect)  é a criação de uma nova cultura na região, em particular,  para as pequenas e médias empresas, demonstrando que o comércio exterior não é um bicho de sete cabeças, podendo alavancar os negócios e impulsionar o processo de inovação  empresarial.

Dentro deste principio é que será realizado o 1º Concex – Congresso de Comércio Exterior da Região Oeste, nos dias 11 e 12 novembro no Unifieo. Como preparação deste congresso, na Fundação Seade, tenho feito, com a participação generosa de colegas, alguns estudos sobre comércio exterior, especificamente, da região.

Constatou-se que entre 1999 e 2013 houve uma significativa evolução do comércio exterior nos municípios participantes do CIOESTE. As exportações cresceram 249% em dólares, enquanto as importações cresceram 265%. Estes percentuais, aparentemente semelhantes, envolvem valores absolutos bem díspares. Em termos absolutos, as importações em 2013 foram 278% acima das exportações, déficit na balança comercial regional de US $ 4.835 milhões de dólares. Com algum esforço para diminuição deste déficit já haveria um grande avanço das exportações regionais.

Como primeira conclusão pode-se afirmar que o potencial é enorme, os resultados também podem ser excelentes. O CICERO e o 1º CONCEX têm como proposta entrar nesta seara. Mostrar para as empresas da região que é possível a utilização do mercado internacional para o aumento da produtividade e da competitividade empresarial. O que permitirá aumento no lucro e crescimento do faturamento para as empresas que se internacionalizarem com reflexos quanto à evolução do emprego, crescimento do PIB e da arrecadação, gerando transbordamentos positivos para o conjunto da região.

Antônio Carlos Roxo, economista pela UFJF, mestre pela UFMG, doutor pela USP, é coordenador do curso de Comércio Exterior e Negócios Internacionais e membro fundador do Grupo de Estudos de Comércio Exterior e Relações Internacionais do UNIFIEO – GECEU.  É, também, analista da Fundação Seade e membro fundador do CICERO – Comitê de Incentivo ao Comércio Exterior da Região Oeste.

 

 

continuação…

Imagina um diálogo franco entre a “presidenta” reeleita e a candidata à reeleição:

- Sabe quando eu mais vibrei nos debates, candidata?

- Sim, presidenta?!

- Quando você se defendeu da denúncia de que estávamos sonegando dados oficiais a respeito do fracasso do nosso governo.

- Aquele foi o momento crucial dos debates, presidenta. Eu tinha consciência de que ali se definia o resultado  da eleição. Eu sabia que, se a verdade fosse revelada, nós estaríamos desmoralizadas.

- Dos fatos comprometedores do nosso governo que conseguimos abolir da pauta dos debates menciono apenas três.

Só três?!

- Imagina, candidata, se a  oposição tivesse tido acesso à informação de que, entre 2005 e 2013, o número de miseráveis cresceu?

- Nossa!…

- … E se soubesse que a devastação da floresta amazônica, em agosto e setembro deste ano,  aumentou 122 por cento em comparação com os mesmos meses do ano passado…

- E o terceiro, presidenta?…

- O mais grave: Desde meados do ano, a presidente Graça Foster já sabia que a empresa SBM fez pagamento de propina a diretores da Petrobras.

-  Confesso que essa até eu desconhecia.

- Não foi fácil, mas conseguimos empurrar para baixo do tapete tudo o que comprometia nosso governo.

- Jogada de mestre presidenta. Mas vamos admitir  que nada teria sido possível sem a cumplicidade dos responsáveis pelos órgãos do governo.

- É, candidata, hoje eu posso afirmar que dominamos os três poderes.

- Você e o Lula estão de parabéns por terem aparelhado o governo.

- Eu, o Lula e o Zé Dirceu, nosso guru, prezada candidata.

- Agora podemos sonhar com mais vinte anos de poder, não é presidenta?

- Só vinte?!

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

“(…) a Alianz Parque, pelo que pude deduzir de imagens e informações jornalísticas, é um espaço que foi realmente programado para sua finalidade: futebol, shows, eventos sociais.

Cabe ao Palmeiras, agora, montar um time à altura da nova casa.

Não é tarefa fácil, não é tarefa de hoje para amanhã, assim como a Arena também não.

(…) De todo jeito, o torcedor não pode se orgulhar de sua casa sem se orgulhar de seus habitantes.

Avanti, portanto, Palmeiras.”

Mario marinho -

http://mariomarinho.blog.uol.com.br/

 

Estimado Mestre Guaçu,
Estou regressando de umas férias em Cancun, onde estive visitando ruinas Maias e estudando “in loco”, alguns aspectos da vida mexicana. Não me restringi a ficar somente no luxuoso hotel onde me levaram.
Numa livraria local, encontrei interessante obra de Valle Arizpe, “cronista de la Ciudad de México”, muito apreciado.
Faço de tal autor e da obra um micro relato que, por seu ineditismo bem poderia figurar em nosso indefectível e consagrado blog.
(Se não houver muita jactância em minha pretensão).
No mais, continuo vivo e respirando.
Forte abraço. De lembranças minhas ao querido e amado amigo José Cassio Hungria.
Amaury Pavão pai.

Literatura Hispano-americana

 Amaury Pavão

Don Artemio de Valle Arizpe

No recém passado dia 15, do corrente, data histórica para todos os brasileiros, transcorria no México, mais um aniversario da morte do festejado escritor, jurista e diplomata Artemio do Valle Arizpe. Afirmar que a efeméride só teve lugar na heróica ex-colônia espanhola é restringir, demasiadamente a importância do fato, pela simples razão de que o ilustre morto era conhecido e admirado muito além das fronteiras do país de Zapata. Pode-se afirmar, sem vacilação, que onde houver uma biblioteca com obras escritas em espanhol, ali haverá algum ou mais títulos daquele inspirado autor.

Artemio de Valle Arizpe nasceu no ano de 1888, em Saltillo, capital do  estado de Coahuila, no Norte do México. Realizou seus estudos no Ateneu Fuente, de sua cidade natal. Seu pai foi governador daquele estado nos tempos de Porfírio Dias. Cursou a carreira de Direito, na Cidade do México. Em 1910, na derradeira legislatura porfiriana foi eleito deputado junto ao Congresso da União, pelo Estado de Chiapas. Foi secretário da Legação de seu país na Espanha e em 1924 foi designado membro da “Academia de la Lengua”

Dentre suas obras históricas são dignas de menção: La Ciudad de México a través de sus cronistas, Por la vieja calzada de Tlacopan, El Palácio Nacional, Notas de Plateria, etc. E de suas obras de ficção com fundo histórico talvez as mais importantes sejam: Virreyes y virreinas de la Nueva España, Crónicas del Virreynato, Andanzas de Hernan Cortés y El Canillitas. Ainda em sua vida de novelista teve batizada com seu nome a rua onde residia. Faleceu no Distrito Federal do México em 15 de novembro de 1961, aos 73 anos de idade.

De sua lavra, estamos concluindo por estes dias, a leitura do livro “Cuentos Del México Antiguo” – “Histórias de Vivos y Muertos – Leyendas, Tradiciones y Sucedidos Del México Virreinal” adquirido em Cancun, onde estivemos recentemente, a visitar ruínas Maias da Península de Yucatán. É preciso esclarecer, no entanto, que a obra e o escritor em apreço nada têm a ver com os primeiros habitantes da região, que – segundo autores mais arrojados – mantinham contatos com seres extra-terrestres, que ensinaram aos

Maias segredos da cosmologia, da arquitetura e outros, que causam espanto aos que estudam aquela antiqüíssima civilização.

Na verdade, Artemio de Valle Arizpe elegeu para cenário de seus personagens e a estes últimos, não a época em que viveu como reconhecido intelectual, mas sim tempos mais longínquos, anteriores a “La revolución”. Porém, não tão remotos e sim centrados no colonialismo mexicano, como ele mesmo esclarece:

“El colonialismo fue para mi  una instituición.  Vivíamos los años  tremendos, desastrosos de la Revolución. Como era imposible conseguir la tranquilidad com los ojos puestos em el hoy, le di la espalda al presente y me instalé em los siglos de la Colônia. Fue, indudablemente, lo que ahora llaman um acto evasivo”

Na esmerada introdução que faz da apresentação do livro ao leitor, a Editorial Porrua S.A. informa que um grupo de escritores mexicanos, dos anos que seguem imediatamente a Revolução, não se sentia à vontade com a cultura oficial da época e intenta resgatar literariamente o que considera a mais funda raiz do México: a castiça. Desse grupo participava Valle Arizpe, ao lado de outros consagrados nomes das letras mexicanas, a saber: Julio Jiménes Rueda, Luis Gonzáles Obregón, Mariano Silva, Aceves, Genaro Estrada, Alfonso Gravioto, Manuel Horta, Jorge de Godoy, Francisco Monterde e outros.

Com uma obra literária fecunda que refletia e continua refletindo sua ampla e profunda cultura, seu acendrado amor ao México, Artemio de Valle Arizpe inscreveu seu nome, de forma destacada na história da literatura Hispano-americana, pondo em relevo, além de sua riquíssima imaginação, seu absoluto domínio do melodioso idioma de Cervantes y Saavedra.

 

Novo livro

   

Fundamento para uma educação libertadora

Dom Helder Camara e Paulo Freire

Martinho Condini

 

Este livro apresenta Dom Helder Camara como educador, a partir do seu trabalho político-educacional à frente da Arquidiocese de Olinda e Recife (1964-1985), período este que coincide com a ditadura militar no Brasil. Apontar a relação Helder-Freire é relevante para a educação, pois ambos tiveram uma trajetória semelhante em diferentes setores: a construção de uma Igreja libertadora e a construção de uma educação libertadora. Historicamente, há uma desvalorização e desconsideração com a educação no Brasil. Por isso, a apresentação, neste livro, de Dom Helder como educador e do seu trabalho político-educacional como uma proposta educacional libertadora solidária corrobora e é corroborada pela pedagogia freireana.

BOA NOTÍCIA

No café da manhã, em casa, chamei atenção para a manchete principal da Folha de São Paulo (13/11):

“Pacto China-EUA destrava negociação sobre o clima”.

Sofia, minha neta de dez anos, debruçada sobre o caderno de esporte do jornal, abandonou sua leitura quando ouviu o  comentário de Mariana, sua irmã seis anos mais velha:

- Eu não acredito nisso.

Pela reação de minhas netas, percebi que, se quisermos salvar o Planeta, o primeiro passo é recuperar

a confiança dos mais jovens.

 

 

 

 

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