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Agora, não há como dissociar a Petrobras do maior esquema de corrupção da

História da República.

Alguns leitores poderão entender que o maior de todos os escândalos ainda é o “mensalão”.

Em termos da repercussão do episódio e da condenação dos envolvidos é provável que seja.

Mas, se o critério for o montante de recursos desviados, o “petrolão” está disparado na liderança.

Segundo os cálculos mais recentes, o mega rombo nos cofres da “joia da coroa” bate na casa dos dez bilhões.

É muito dinheiro, não é?

E o que dizer da denúncia do doleiro Alberto Youssef revelando que o esquema

foi autorizado por Lula com o conhecimento de Dilma?

Quando secou a fonte de recursos para financiar  o mensalão

havia necessidade de buscar alternativas.

Que tal a Petrobras?

???

É a maior empresa do Brasil, recursos abundantes, administração indireta… Por que não loteá-la?

A ideia era brilhante e resolvia o problema.

Três partidos foram incluídos no pacote: PMDB do Sarnei; PP do Maluf e PT, claro.

Computaram os parlamentares das três bancadas, somaram os adesistas e os

fisiológicos contumazes e chegaram à maioria desejada.

A divisão dos recursos foi imediatamente pactuada: 2% para o PT e 1% para os partidos aliados.

Era tempo de passar a régua, esfregar as mãos com alívio e comemorar.

O ambicioso projeto de poder do PT estava salvo.

Dirceu havia sonhado com a  “mexicanização” da política brasileira. Décadas de poder.

À época, ninguém imaginava os acidentes de percurso que poderiam alterar os planos e frustrar as expectativas.

Pois foi o que aconteceu.

Com o tempo, os escândalos foram se sucedendo e o desgaste do petismo demoliu o projeto.

Hoje, véspera da eleição, a política brasileira passa por um processo de incerteza e preocupação.

O que vai dar amanhã, é difícil prever. Mas, durante a campanha aflorou uma nova realidade.

Seja qual for o resultado das urnas o sonho de poder hegemônico do PT

foi definitivamente arquivado.

Jorge Amado estava certo quando afirmava que o PT se tornou igual a todos os partidos trabalhistas brasileiros:

Um saco de gatos.

 

Prezado  Roxo,

Acabo de publicar, neste blog, seu artigo “Confiar Desconfiando”. Nada tenho a comentar quanto à análise econômica. Não é minha praia.

Mas, repetir o argumento absurdo – do PT e aliados – de que os críticos da desastrosa e corrupta gestão da Petrobras  é  uma armação  com a finalidade de  enfraquecer a “joia da coroa” para justificar sua privatização – queira me perdoar – não concordo.

Minha posição a respeito desse assunto é antiga e já foi explicitada, neste mesmo espaço democrático, muito antes do anúncio do mega rombo de cerca de dez bilhões de dólares que agora é do conhecimento público.

Veja, o amigo, o post que publiquei em  31/03/14:

Em Defesa da Petrobras

“Antes de mais nada, vamos combinar:

Quem é contra a Petrobras, os que a saqueiam, ou os que denunciam o saque?
A resposta é óbvia, exceto para o PT que insiste na tônica de que todos os críticos são movidos por interesse eleitoreiro ou pelo propósito escuso de forçar o processo de privatização da “joia da coroa”.
Essa campanha falaciosa rendeu muito voto na eleição de Dilma Roussef, em 2010. Se vai funcionar, de novo, é difícil prever, mas não deixa de ser a maneira mais cômoda de negar legitimidade aos que denunciam a lastimável situação em que a petroleira foi afundada pela ação dos governos petistas.

Os fatos

O valor de mercado da empresa caiu de 459 bilhões de reais para 185 bilhões; as ações valem, hoje, metade do que valiam há alguns anos; a produção foi menor em 2013 do que em 2012; o “imbróglio” da refinaria de Passadena deu prejuízo estimado em cerca de um bilhão de dólares; as refinarias de Pernambuco e do Rio de Janeiro estão com os cronogramas e orçamentos estourados; as notícias de escândalos se sucedem. Agora, chega a denúncia – a ser apurada – da propina no aluguel de plataformas na Holanda.
Enquanto isso, para escamotear a desastrosa situação econômica do país, o governo, intervencionista e inconsequente, segue obrigando a Petrobras a importar combustíveis por preço superior ao da venda no mercado interno.
Não é à toa que nossa mais importante empresa – orgulho do povo brasileiro – acaba de ter sua nota de crédito rebaixada pela agência de risco Standard and Poor’s. O anúncio foi o desfecho que este blog já previu em post publicado em 01/09/2010, sob o título: “Bom pagador: A chancela que a Petrobras corre o risco de perder.”
Não me arrependo de ter carregado a bandeira do “petróleo é nosso”, quando estudante. Sofremos perseguição porque nossa causa nacionalista, ao tempo da guerra fria, era tida como subversiva. Mas valeu a pena porque após o vendaval devastador dos desmandos, patrimonialismo e aparelhamento político, chegou a hora de passar a estatal a limpo e colocá-la nos trilhos, de novo.
Os prejuízos e o tempo perdido são irreversíveis, mas, com o necessário choque de gestão, transparência e responsabilidade, a Petrobras há de recuperar a imagem e retomar o papel catalizador do desenvolvimento nacional. O Brasil precisa e merece.”

Confiar, desconfiando V

*Antônio Carlos Roxo

Neste tempo de eleição todo cuidado é pouco. Pipocam notícias as mais tendenciosas. Sobre tudo e sobre todos. Antes do início do período eleitoral propriamente dito, já havia a preparação do terreno e a tentativa de colocar o governo atual na parede. O objetivo era claramente pautar a opinião pública sobre certos cânones do conservadorismo.

Recentemente reportagem da FSP focava a invasão da Argentina pela China. Financiando o governo, criando empresas, abrindo ferrovias. Com isto a China avança célere na ocupação econômica da Argentina, sendo hoje o seu segundo maior parceiro comercial. A reportagem cita que o Brasil se esforça para se contrapore que o Mercosul serve de anteparo à invasão anunciada. Todos os atores relevantes do mundo procuram “ocupar”, através de financiamento e obras, países que sejam de seu interesse, para através desta engrenagem gerar negócios. A estratégia da China,que avança em nosso quintal, é enaltecida pela reportagem.

Aspecto a ser ressaltado, o Mercosul é projeto de interesse nacional, apesar da insistente campanha pararetaliarmos a Argentina por medidas tomadas peloseu governo, como se fosse um jogo de futebol em que por tradição (besta por sinal) tenhamos que torcer contra a Argentina. Sendo que o Brasil e, em particular São Paulo, a tem como o principal mercado para seus produtos industriais.

No contraponto, na campanha eleitoral se crítica o financiamento pelo BNDES do Porto de Cuba, que está sendo construído por empresas brasileiras, projeto brasileiro, o que é o suprassumo do comércio internacional, vender serviços. Ainda mais para o Brasil, que ultimamente tem se fixado em exportar commodities. Quando há oportunidade como esta, os de visão curta questionam. Abre-se espaço que o próprio EUA quer e estão se preparando para ocupar.

A Petrobras, a joia da coroa, motivo de cobiça das aves de rapina internacionais e nacionais, tem sua gestão questionada. Sou também contra o uso do preço da gasolina como mecanismo de combate à inflação (a empresa importa a um preço mais alto que o preço de venda interno). Mas devagar com o andor que o santo é de barro! A Petrobras, ainda assim, é extremamente produtiva e lucrativa. Fala-se que perdeu valor de mercado. Como de fato, mas não por ser estatal. É o momento econômico. O quadro abaixo mostra a cotação das ações de quatro grandes empresas brasileiras em dois momentos.

Ação Preço da açãofechamento 24/09/2010 Preço da açãofechamento26/09/2014 Evolução           %
PETROBRAS PN 26,30 21,15 -19,58
GERDAU PN 22,61 12,15 -46,26
CSN 28,20 9,18 -67,45
VALEPN 44,66 23,74 -46,84

A evolução, em quatro anos, mostra que empresas privatizadas e comandadas por capitães da indústria como Benjamim Steinbruch (CSN) atual presidente da FIESP, ouJorge Gerdau Johanpeter (GERDAU) e a VALE apresentaram, no período, uma performance muito pior que a Petrobrás. E agora? Má gestão, má vontade ou interesses outros?

*Antônio Carlos Roxo, economista pela UFJF, mestre pela UFMG, doutor pela USP, é coordenador do curso de Comércio Exterior e Negócios Internacionais e membro fundador do Grupo de Estudos de Comércio Exterior e Relações Internacionais do UNIFIEO – GECEU. É membro fundador,  também, do CICERO – Comitê de Incentivo ao Comércio Exterior da Região Oeste.

 

Domingo dia 26 será realizado o segundo turno da eleição.

Seguindo sua tradição democrática, este blog dá início ao debate

a respeito dos temas que deverão polarizar o interesse dos eleitores:

Economia, corrupção, apoio de Marina, Petrobras, inclusão social,

sustentabilidade, principais propostas dos candidatos e outros.

Economia é o primeiro assunto da pauta.

Leia os artigos do professor Roxo, da professora Sandra e os comentários.

P A R T I C I P E !!!

Segundo turno das eleições: a heterodoxia é um fracasso ad hoc

(em resposta ao professor Roxo…)

SANDRA REGINA PETRONCARE*

Prezado Professor Guaçu, ao ler o artigo publicado em seu blog no dia 09 de outubro, referente ao segundo turno das eleições, não posso deixar de oferecer ao leitor – especialmente a esta geração que não presenciou a hiperinflação – um, digamos, “outro lado da moeda”, porque a academia é um campo livre para o debate de ideias e seu blog um guardião da Democracia.

Vou, então, começar pelo final: “A heterodoxia é um fracasso ad hoc” e esta não é apenas minha opinião. É História!

Acredito que aqueles chamados “fundamentalistas de mercado” devem ser nomeados por extenso, numa época em que o fundamentalismo causa degolas de inocentes no Oriente Médio. Os ditos fundamentalistas, no mercado, são pessoas com uma excelente formação técnico-acadêmica, que estudaram sobre o que falam e sobre o que o “outro” fala. Que ao criticar uma obra, antes, leram esta obra. Que se aprofundaram em matemática e, para não apenas ficarem presos à frieza que por vezes emana desta, estudaram o contexto histórico brasileiro e mundial. Suas economias e gargalos. Suas populações e mazelas.

E, em se tratando de exemplificar, vamos relembrar alguns feitos de homens que trabalharam muito pelo Brasil, enquanto o suposto fundamentalismo mercadista esteve no poder. Homens como José Carlos Mendonça de Barros, que edificou e reviveu excelentes políticas setoriais na antiga Camex, hoje Secex. Políticas que longe do improviso corrupto e imediatista, tiveram por base o longo prazo da economia brasileira. Homens como José Serra que, à frente do Ministério da Saúde, permitiu ao mundo assistir surpreso à quebra da patente do remédio contra a AIDS por um “mero” latino-americano. Mulheres como Rita Camata, que iniciaram algo que parecia impossível – o cerco do Estado sujeito a gastos de “apenas” 60% de sua Receita Corrente Líquida com o pagamento do funcionalismo, naquilo que seria a base da inimaginável Lei de Responsabilidade Fiscal. E, jamais nestas citações, podemos nos esquecer de cidadãos como Sérgio Motta, que “morreram trabalhando” por um Plano Diretor para o resgate do Estado brasileiro.

Este Estado que hoje governa com índices de corrupção comparáveis às nações mais corruptas do globo… Numa gangue heterodoxa que, instalada no poder há 12 anos, assombra famílias com a ameaça de extinção do Bolsa Família – programa que tem suas raízes partindo de idealistas como Ruth Cardoso – naquilo que, na verdade, representa uma coação de votos do Norte e Nordeste brasileiros. Num processo anti-democrático…

Enquanto os “fundamentalistas de mercado” continham uma inflação de 1.500%, após duas décadas de fracassos heterodoxos ad hoc, enquanto um presidente-estadista, sem aceitar coagir o voto do povo, permitia aumentos do gás de cozinha, dos combustíveis e da energia elétrica, num ano de eleição (!), enquanto havia “trabalho” no governo brasileiro, muitos José(s), Sérgio(s), Rita(s) e outros, proliferavam-se no trabalho de setores brasileiros. Em todas as frentes: industrial, de comércio exterior, fiscal, de seguros, de políticas sociais. Estes e tantos outros nomes que nunca chegaram, nem de longe, a serem “mercadistas”. Aliás, basta estudar seus históricos… Mas… estudar não é muito lá coisa da “heterodoxia atual”.

Para a heterodoxia – não aquela histórica, respeitável, que, por exemplo, estudou o processo de substituição de importações brasileiro, num texto atemporal, como o é o estudo de Maria da Conceição Tavares – que está no poder hoje, estudo passa longe. O imediatismo da manutenção do poder é o senhor do “seu” mercado! O imediatismo do voto de cabresto do Bolsa da Família e do populismo disfarçando a corrupção que assola o Brasil descaradamente.

Tenho vergonha do meu governo! Tenho, sobretudo, vergonha do governo que envergonha suas bases históricas: pessoas que defenderam a democracia durante o Regime Militar com suas próprias vidas! Pessoas que traziam o peso do sonho de uma geração: o sonho dos trabalhadores no poder! Pessoas em quem eu, mesmo tendo vindo do suposto termo errôneo “fundamentalistas de mercado”, votei! Pois é… minha geração hoje próxima aos 40 anos, aos 15 anos de idade, votava maciçamente nestes representantes que hoje estão no poder.

Acredito que enquanto cidadã brasileira e enquanto ex-eleitora deste atual governo, tenho legitimidade para me expor, independentemente da expressão a mim atribuída… Sou fundamentalista por ter estudado fundamentos sócio-econômicos! e não por defender a eleição e o diálogo com corruptos que “degolam”, hoje, a nação brasileira. Numa evidente trajetória de “tentei combater a corrupção, inicialmente, mas, uma vez no inferno, optei por abraçar o diabo”. Abraçar o diabo e garantir financeiramente todas as gerações da família que houver enquanto o planeta existir e enquanto o brasileiro não tiver bases sólidas em Educação escolar.

A História nos mostra que, dificilmente, professor Guaçu, há batalhas vencidas sem mortos. Foi a política de contenção da inflação, juros altos, reforma do aparelho do Estado e abertura comercial que solidificou as bases para a implantação, por exemplo, do Bolsa Família e a ascensão da chamada Nova Classe Média brasileira. Políticas não populares levadas a cabo por comandantes de campos de batalhas que não se importavam com a reeleição e um projeto de poder, mas sim, com o longo prazo do Brasil.

Infelizmente os governantes atuais sequer sabem respeitar seus mortos – empresas que quebraram, pessoas que faliram – fazendo uma lambança no poder, desperdiçando conquistas árduas e, mesmo tendo emergido do povo, sendo o governo menos democrático (e mais controlador) que o Brasil já viveu desde as corajosas Diretas Já!

*Sandra Regina Petroncare, economista, formada pela USP e mestre pela PUC. Atua no mercado financeiro desde 1995 tendo, antes, pertencido à equipe de pesquisa da FIPE/USP. Atualmente ministra treinamentos para bancos, é professora do curso de Administração do UNIFIEO e da Escola Superior de Seguros (ESNS). Também docente na pós graduação da BSP – Business School, da Fundação Vanzolini (Poli/USP), do SENAC e tutora da FGV on Line. Além disso, é representante da Anbima, bem como professora da BM&FBovespa.

 

 

EBOLA

J. C. S. Hungria

Primeiro, surgiu num país da África, e todo mundo leu sem preocupação.

Depois, atingiu um país vizinho, e todos nós lemos e já nos familiarizamos até com a pronúncia correta do nome da peste.

Em seguida, após começar a matar na África, surgiram notícias de que uma nova vacina, bem defensiva, já estava sendo testada. E dobramos nossos jornais despreocupados.

Vai daí, nos EEUU, de onde a tal vacina estava sendo esperada, acusou 2 ou 3 casos da ebola, inclusive de uma enfermeira que, presume-se, tomou todas as cautelas recomendadas. Vimos o aparato na TV.

Ontem veio a notícia de caso semelhante na Espanha.

No Brasil, para “acalmar”, fizeram um ensaio de prevenção nos aeroportos (ou em um ou dois). Só.

E nas chamadas “fronteiras secas”, Paraguai, etc? Há pouco, soubemos dos haitianos que “invadiram” o Norte e foram deportados para o Sudeste brasileiro. E além deles, os oriundos de Gana? Sabe-se que o vírus permanece sem se manifestar, latente por até 3 meses.

Há vigilância? O PT vem cuidando disso? Tomaram alguma eficiente medida?

Acorda Dona Dilma! Vai esperar o quê?

J. C. S. Hungria

 

Segundo turno: momento de decisão!

Antônio Carlos Roxo

Com o segundo turno, questões fundamentais para o país devem ser colocadas no debate eleitoral. Segundo turno é para isto. No primeiro se vota em que mais se acredita, no segundo se o seu candidato não foi para o segundo turno, escolhe, digamos, o menos pior, opinião que, naturalmente, não foi o da maioria.

De certa forma pode-se afirmar que os gargalos estruturais do país estão identificados. Saúde, educação, infraestrutura são problemas que, creio, estão dentro de um consenso mínimo. Dentre outras, uma questão central, e aí, as candidaturas apresentam diferenças substanciais refere-se ao papel do estado na economia. De um lado os defensores do mercado como senhor quase absoluto para as decisões do que, quanto, como e para quem produzir. De outro, os que defendem que o mercado não é, de forma nenhuma, a única e melhor alternativa para as decisões econômicas.

As duas visões se enquadram  na política industrial: horizontalista ou verticalista. Para a horizontalista, como o mercado é mais eficiente na alocação dos recursos, dever-se-ia fazer a política industrial para todos, universalizada,  os melhores seriam os vencedores. A verticalista, parte do pressuposto de que os recursos são escassos e, portanto, caberia um planejamento centralizado para direcionar os investimentos nos setores considerados prioritários. É o caso de  incentivar os campeões nacionais.

Para os primeiros,  críticos da intromissão do estado no mercado, a escolha de campeões por um órgão central, levaria a um processo de lobby  para influenciar as decisões centralizadas, suscetíveis de corrupção.

Para os segundos, do ponto de vista dinâmico, os vencedores de curto prazo, dado pelo mercado, no longo prazo, nem sempre seriam eficientes, ou a melhor alternativa para o país. Cita-se o exemplo da Coréia do Sul que elegeu seu campeões, lá atrás, e hoje é a potência que é.

Aqui se insere também a Necessidade de Requisitos Locais. Isto é, obrigar que parte das compras externas tenham conteúdo produzido internamente. Objetiva-se desenvolver a indústria nacional. Os críticos, fundamentalistas do mercado, argumentam que isto aumenta o custo das máquinas e implementos importados, dificultando a produção a um preço menor.

Proteger a indústria significa para os mercadistas   comprar mais caro e privilegiar a ineficiência. Para os heterodoxos um país deve defender sua produção e seu mercado, condição básica para garantia do emprego. Muitas indústrias devem ser protegidas por sua capacidade de transbordamento positivo  para outros setores da economia, o chamado efeito multiplicador.

Na história há janelas de oportunidades quando se pode diminuir as distâncias entre os países.A questão que fica no ar: para aproveitar esta janela, deve-se acreditar simplesmente na orientação do mercado, ou precisa-se da participação ativa do estado?

Antônio Carlos Roxo, economista pela UFJF, mestre pela UFMG, doutor pela USP, é coordenador do curso de Comércio Exterior e Negócios Internacionais e membro fundador do Grupo de Estudos de Comércio Exterior e Relações Internacionais do UNIFIEO – GECEU.  È, também, membro fundador do CICERO – Comitê de Incentivo ao Comércio Exterior da Região Oeste.

 

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