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Domingo dia 26 será realizado o segundo turno da eleição.

Seguindo sua tradição democrática, este blog dá início ao debate

a respeito dos temas que deverão polarizar o interesse dos eleitores:

Economia, corrupção, apoio de Marina, Petrobras, inclusão social,

sustentabilidade, principais propostas dos candidatos e outros.

Economia é o primeiro assunto da pauta.

Leia os artigos do professor Roxo, da professora Sandra e os comentários.

P A R T I C I P E !!!

Segundo turno das eleições: a heterodoxia é um fracasso ad hoc

(em resposta ao professor Roxo…)

SANDRA REGINA PETRONCARE*

Prezado Professor Guaçu, ao ler o artigo publicado em seu blog no dia 09 de outubro, referente ao segundo turno das eleições, não posso deixar de oferecer ao leitor – especialmente a esta geração que não presenciou a hiperinflação – um, digamos, “outro lado da moeda”, porque a academia é um campo livre para o debate de ideias e seu blog um guardião da Democracia.

Vou, então, começar pelo final: “A heterodoxia é um fracasso ad hoc” e esta não é apenas minha opinião. É História!

Acredito que aqueles chamados “fundamentalistas de mercado” devem ser nomeados por extenso, numa época em que o fundamentalismo causa degolas de inocentes no Oriente Médio. Os ditos fundamentalistas, no mercado, são pessoas com uma excelente formação técnico-acadêmica, que estudaram sobre o que falam e sobre o que o “outro” fala. Que ao criticar uma obra, antes, leram esta obra. Que se aprofundaram em matemática e, para não apenas ficarem presos à frieza que por vezes emana desta, estudaram o contexto histórico brasileiro e mundial. Suas economias e gargalos. Suas populações e mazelas.

E, em se tratando de exemplificar, vamos relembrar alguns feitos de homens que trabalharam muito pelo Brasil, enquanto o suposto fundamentalismo mercadista esteve no poder. Homens como José Carlos Mendonça de Barros, que edificou e reviveu excelentes políticas setoriais na antiga Camex, hoje Secex. Políticas que longe do improviso corrupto e imediatista, tiveram por base o longo prazo da economia brasileira. Homens como José Serra que, à frente do Ministério da Saúde, permitiu ao mundo assistir surpreso à quebra da patente do remédio contra a AIDS por um “mero” latino-americano. Mulheres como Rita Camata, que iniciaram algo que parecia impossível – o cerco do Estado sujeito a gastos de “apenas” 60% de sua Receita Corrente Líquida com o pagamento do funcionalismo, naquilo que seria a base da inimaginável Lei de Responsabilidade Fiscal. E, jamais nestas citações, podemos nos esquecer de cidadãos como Sérgio Motta, que “morreram trabalhando” por um Plano Diretor para o resgate do Estado brasileiro.

Este Estado que hoje governa com índices de corrupção comparáveis às nações mais corruptas do globo… Numa gangue heterodoxa que, instalada no poder há 12 anos, assombra famílias com a ameaça de extinção do Bolsa Família – programa que tem suas raízes partindo de idealistas como Ruth Cardoso – naquilo que, na verdade, representa uma coação de votos do Norte e Nordeste brasileiros. Num processo anti-democrático…

Enquanto os “fundamentalistas de mercado” continham uma inflação de 1.500%, após duas décadas de fracassos heterodoxos ad hoc, enquanto um presidente-estadista, sem aceitar coagir o voto do povo, permitia aumentos do gás de cozinha, dos combustíveis e da energia elétrica, num ano de eleição (!), enquanto havia “trabalho” no governo brasileiro, muitos José(s), Sérgio(s), Rita(s) e outros, proliferavam-se no trabalho de setores brasileiros. Em todas as frentes: industrial, de comércio exterior, fiscal, de seguros, de políticas sociais. Estes e tantos outros nomes que nunca chegaram, nem de longe, a serem “mercadistas”. Aliás, basta estudar seus históricos… Mas… estudar não é muito lá coisa da “heterodoxia atual”.

Para a heterodoxia – não aquela histórica, respeitável, que, por exemplo, estudou o processo de substituição de importações brasileiro, num texto atemporal, como o é o estudo de Maria da Conceição Tavares – que está no poder hoje, estudo passa longe. O imediatismo da manutenção do poder é o senhor do “seu” mercado! O imediatismo do voto de cabresto do Bolsa da Família e do populismo disfarçando a corrupção que assola o Brasil descaradamente.

Tenho vergonha do meu governo! Tenho, sobretudo, vergonha do governo que envergonha suas bases históricas: pessoas que defenderam a democracia durante o Regime Militar com suas próprias vidas! Pessoas que traziam o peso do sonho de uma geração: o sonho dos trabalhadores no poder! Pessoas em quem eu, mesmo tendo vindo do suposto termo errôneo “fundamentalistas de mercado”, votei! Pois é… minha geração hoje próxima aos 40 anos, aos 15 anos de idade, votava maciçamente nestes representantes que hoje estão no poder.

Acredito que enquanto cidadã brasileira e enquanto ex-eleitora deste atual governo, tenho legitimidade para me expor, independentemente da expressão a mim atribuída… Sou fundamentalista por ter estudado fundamentos sócio-econômicos! e não por defender a eleição e o diálogo com corruptos que “degolam”, hoje, a nação brasileira. Numa evidente trajetória de “tentei combater a corrupção, inicialmente, mas, uma vez no inferno, optei por abraçar o diabo”. Abraçar o diabo e garantir financeiramente todas as gerações da família que houver enquanto o planeta existir e enquanto o brasileiro não tiver bases sólidas em Educação escolar.

A História nos mostra que, dificilmente, professor Guaçu, há batalhas vencidas sem mortos. Foi a política de contenção da inflação, juros altos, reforma do aparelho do Estado e abertura comercial que solidificou as bases para a implantação, por exemplo, do Bolsa Família e a ascensão da chamada Nova Classe Média brasileira. Políticas não populares levadas a cabo por comandantes de campos de batalhas que não se importavam com a reeleição e um projeto de poder, mas sim, com o longo prazo do Brasil.

Infelizmente os governantes atuais sequer sabem respeitar seus mortos – empresas que quebraram, pessoas que faliram – fazendo uma lambança no poder, desperdiçando conquistas árduas e, mesmo tendo emergido do povo, sendo o governo menos democrático (e mais controlador) que o Brasil já viveu desde as corajosas Diretas Já!

*Sandra Regina Petroncare, economista, formada pela USP e mestre pela PUC. Atua no mercado financeiro desde 1995 tendo, antes, pertencido à equipe de pesquisa da FIPE/USP. Atualmente ministra treinamentos para bancos, é professora do curso de Administração do UNIFIEO e da Escola Superior de Seguros (ESNS). Também docente na pós graduação da BSP – Business School, da Fundação Vanzolini (Poli/USP), do SENAC e tutora da FGV on Line. Além disso, é representante da Anbima, bem como professora da BM&FBovespa.

 

 

EBOLA

J. C. S. Hungria

Primeiro, surgiu num país da África, e todo mundo leu sem preocupação.

Depois, atingiu um país vizinho, e todos nós lemos e já nos familiarizamos até com a pronúncia correta do nome da peste.

Em seguida, após começar a matar na África, surgiram notícias de que uma nova vacina, bem defensiva, já estava sendo testada. E dobramos nossos jornais despreocupados.

Vai daí, nos EEUU, de onde a tal vacina estava sendo esperada, acusou 2 ou 3 casos da ebola, inclusive de uma enfermeira que, presume-se, tomou todas as cautelas recomendadas. Vimos o aparato na TV.

Ontem veio a notícia de caso semelhante na Espanha.

No Brasil, para “acalmar”, fizeram um ensaio de prevenção nos aeroportos (ou em um ou dois). Só.

E nas chamadas “fronteiras secas”, Paraguai, etc? Há pouco, soubemos dos haitianos que “invadiram” o Norte e foram deportados para o Sudeste brasileiro. E além deles, os oriundos de Gana? Sabe-se que o vírus permanece sem se manifestar, latente por até 3 meses.

Há vigilância? O PT vem cuidando disso? Tomaram alguma eficiente medida?

Acorda Dona Dilma! Vai esperar o quê?

J. C. S. Hungria

 

Segundo turno: momento de decisão!

Antônio Carlos Roxo

Com o segundo turno, questões fundamentais para o país devem ser colocadas no debate eleitoral. Segundo turno é para isto. No primeiro se vota em que mais se acredita, no segundo se o seu candidato não foi para o segundo turno, escolhe, digamos, o menos pior, opinião que, naturalmente, não foi o da maioria.

De certa forma pode-se afirmar que os gargalos estruturais do país estão identificados. Saúde, educação, infraestrutura são problemas que, creio, estão dentro de um consenso mínimo. Dentre outras, uma questão central, e aí, as candidaturas apresentam diferenças substanciais refere-se ao papel do estado na economia. De um lado os defensores do mercado como senhor quase absoluto para as decisões do que, quanto, como e para quem produzir. De outro, os que defendem que o mercado não é, de forma nenhuma, a única e melhor alternativa para as decisões econômicas.

As duas visões se enquadram  na política industrial: horizontalista ou verticalista. Para a horizontalista, como o mercado é mais eficiente na alocação dos recursos, dever-se-ia fazer a política industrial para todos, universalizada,  os melhores seriam os vencedores. A verticalista, parte do pressuposto de que os recursos são escassos e, portanto, caberia um planejamento centralizado para direcionar os investimentos nos setores considerados prioritários. É o caso de  incentivar os campeões nacionais.

Para os primeiros,  críticos da intromissão do estado no mercado, a escolha de campeões por um órgão central, levaria a um processo de lobby  para influenciar as decisões centralizadas, suscetíveis de corrupção.

Para os segundos, do ponto de vista dinâmico, os vencedores de curto prazo, dado pelo mercado, no longo prazo, nem sempre seriam eficientes, ou a melhor alternativa para o país. Cita-se o exemplo da Coréia do Sul que elegeu seu campeões, lá atrás, e hoje é a potência que é.

Aqui se insere também a Necessidade de Requisitos Locais. Isto é, obrigar que parte das compras externas tenham conteúdo produzido internamente. Objetiva-se desenvolver a indústria nacional. Os críticos, fundamentalistas do mercado, argumentam que isto aumenta o custo das máquinas e implementos importados, dificultando a produção a um preço menor.

Proteger a indústria significa para os mercadistas   comprar mais caro e privilegiar a ineficiência. Para os heterodoxos um país deve defender sua produção e seu mercado, condição básica para garantia do emprego. Muitas indústrias devem ser protegidas por sua capacidade de transbordamento positivo  para outros setores da economia, o chamado efeito multiplicador.

Na história há janelas de oportunidades quando se pode diminuir as distâncias entre os países.A questão que fica no ar: para aproveitar esta janela, deve-se acreditar simplesmente na orientação do mercado, ou precisa-se da participação ativa do estado?

Antônio Carlos Roxo, economista pela UFJF, mestre pela UFMG, doutor pela USP, é coordenador do curso de Comércio Exterior e Negócios Internacionais e membro fundador do Grupo de Estudos de Comércio Exterior e Relações Internacionais do UNIFIEO – GECEU.  È, também, membro fundador do CICERO – Comitê de Incentivo ao Comércio Exterior da Região Oeste.

 

Quem vota no GEPA; GEPINHA e CENEART
Passa a votar no Unifieo – campus da Villa IARA
Av. Franz Voegeli 300

Do José Liberati vai para o Fernão Dias (centro)

Da EMEF Sadi Aidar -
vai para a E.E.Paulo Freire – Jardim Aliança

Este blog, sabem os leitores, tem sido crítico em relação às indevidas intervenções do governo dos Estados Unidos, ao redor do mundo, motivadas por interesse econômico ou estratégico. No entanto, a ação militar no sentido de conter as atrocidades perpetradas pelas milícias do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, nada tem a ver com a busca de vantagens econômicas ou abuso do poder. A ofensiva bélica, comandada pelos norte-americanos e integrada por dezenas de países, não só tem cunho estritamente humanitário, como conta com o apoio da ONU e da comunidade das nações árabes.

As cenas de horror exibidas em vídeos pelos próprios assassinos, mostrando inocentes decapitados, massacres, populações dizimadas e sepultadas em vala comum, revoltam a humanidade.

Cerca de dois milhões de refugiados tiveram de abandonar tudo para preservar sua crença religiosa, sua cultura e sua História.

Enquanto isso a presidente do Brasil, insensível à necessidade urgente de estancar o brutal extermínio das minorias curdas, iadizes, sunitas e cristãs, vítimas inocentes de perseguição religiosa e ódio étnico, comparece à ONU para condenar a ação militar e, cinicamente, propor o diálogo.

Dialogar com quem, dona Dilma?… Com os facínoras que degolam, sequestram, estupram e se vangloriam de praticar o genocídio?

No fórum mais importante do mundo, a presidente posicionou-se na contra mão da História. Renegou as mais caras tradições de humanidade e de amor ao próximo  do povo brasileiro. Preferiu a cumplicidade com a barbárie. Jogou no lixo o que restava do orgulho da nossa diplomacia desmoralizada depois das reiteradas intervenções do petismo no Itamarati.

O Brasil está de luto!

RENAN

J. C. S. Hungria

Outro dia, neste mesmo Blog, escrevi que o Estadão, tentando minimizar o “furo” da Revista Veja que revelou aquelas pessoas mencionadas por alguns desvios de verbas públicas da Petrobrás, apontadas nos depoimentos sigilosos, teria citado Renan Calheiros, Presidente do Senado. Reitero hoje, o que disse à época: “Bidú” (como dizia o Nada Ingênuo Holandês Voador) até a Velhinha de Taubaté teria adivinhado que ele estaria envolvido, ora, ora…

Anotem, ainda, que a “Folha” de sábado (Eleições 2014 23), secunda aquela noticia, esclarecendo mais que a Procuradoria da República do DF, em 2.9.014 protocolou uma ação de improbidade administrativa contra o mesmo Renan. Isto porque esse Senador recebeu propina da construtora Mendes Junior para pagar despesas da então exuberante jornalista Mônica Veloso com quem ele manteve relação extra conjugal entre janeiro de 2004 a dezembro de 2006 que resultou em uma menina. O escândalo estourou em 2007 e fez Renan renunciar ao cargo de Presidente do Senado com o intuito de salvar seu mandato de Senador. A época, não se falou em outra coisa, em jornais, TV, rádio, revistas, etc.

O Senador, acusado e investigado por enriquecimento ilícito, foi apontado por um funcionário da aludida construtora, um tal de Contijo, que fazia pagamentos de propinas em nome daquela firma.

Renan, para se defender, alegou que ganhou dinheiro com a venda de gado de sua fazenda, atividade essa conhecida no Brasil como de difícil prova. Mas, o Senador apresentou o nome dos compradores. Estes, ouvidos, negaram, que teriam adquirido os tais bois. Daí a denuncia deste último dia 2. Frise-se, deste mês de setembro de 2014. Só agora!!

Se o Supremo Tribunal aceitar a denúncia, Renan é réu e a coisa muda de figura. Aguardemos, pois.

 

ALAGOAS

 J. C. S. Hungria

Meu irmão Roberto, esteve com sua esposa descansando, em férias passadas, em Maceió, que tem belíssimas praias.

Como todo frequentador, quando um ia para o mar, o outro ficava tomando conta de seus pertences na areia da praia (dinheiro, relógio, documentos, etc).

Era época do escândalo do Collor.

Alguns banhistas alagoanos, perceberam a dificuldade do casal em se proteger com aquela alternância improvisada, chegaram eles e os tranquilizaram: “podem deixar tudo como está e vão os dois juntos curtir o mar. Não se preocupem, os ladrões daqui estão todos em Brasília”.

Sou Brasileiro, me ufano deste país, me orgulho dele, mas não dá para aguentar: ô paiszinho sem vergonha…

 

 PRIORIDADE PROCESSUAL

J. C. S. Hungria

Como egresso da Justiça Paulista, sugiro que algum parlamentar, competente e corajoso, apresente projeto de lei em que passa a ter prioridade absoluta de andamento nos processos em que haja envolvidos aqueles que ocupam, ou tenham ocupado, cargos públicos à época de sua atividade ilícitas, sejam elas de natureza criminal ou não, sob pena de prevaricação contra o agente que retardar o trâmite do assunto (crime previsto no art. 219 do Cód. Penal).

Se os idosos hoje já têm prioridade nos processos em que são autores, com muito maior razão essa prioridade deve ser estendida à Administração Pública, seja no âmbito executivo, legislativo ou judiciário. Ou seja, justiça rápida é o que está faltando neste país. Entre outras coisas, é claro.

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