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Não que o PT tenha quitado os vultosos débitos do mensalão por ser o fiador da dívida. Lula jurou que nada sabia  É certo que depois de algum tempo mudou o discurso: Era tudo mentira, declarou. Invenção da mídia e dos adversários políticos com o intuito de desestabilizar o governo.
Roberto Jeferson, parceiro de fé e de negócios do companheiro Zé Dirceu, chefe da Casa Civil, era um mal agradecido… Um traíra. Fez a denúuncia porque queria mais. Não tinha o espírito do compromisso histórico do PT de ficar no poder por 20 anos, a quaquer preço.
Os 50 milhões que no ano passado engordaram o cofre do partido para pagar a conta do Banco Rural e do Banco de Brasília que financiaram o mensalão foram  doados  espontaneamente. O fato de serem empreiteiras do governo é mera coincidência. Em troca da generosidade nâo receberam qualquer recompensa do poder público. Tudo legal. Vocês não se lembram de Anísio e Castor? Como eram generosos com escolas de samba e clubes de futebol… Por quê a rede de negócios do mega empresário Cachoeira não pode irrigar os cofres de partido político?
Marcos Valério, operava o esquema por patriotismo. Arrecadava e distribuia dinheiro para garantir o voto e o apoio dos parlamentares da base aliada. Sem grana não é possível azeitar a engrenagem e manter a governabilidade. Os contratos milionários com o governo nada tem a ver com a operação de caixa dois e de desvio de verbas públicas.
Convenhamos que tudo é válido quando o objetivo é o bem do povo e o progresso do Brasil.
O encontro de Lula com o ministro Gilmar Mendes do STF, no escritório de Nelson Jobim, em 26 de abril, maliciosamente denunciado pela Veja, nada tem de reprovável. Foi apenas, uma espécie de ” hapy hour”, para jogar conversa fora. De passagem, Lula alertou para a “inconviniência” de julgar o processo do mensalão antes da eleição municipal. Qual é o prejuizo de protelar a decisáo para depois do pleito? Um ano a mais para um julgamento que está no Supremo desde 2005, não é tempo demasiado.  O risco que se corre é a prescrição do crime com anulação da pena. Mas isso faz parte sistema. É como o direito de Cachoeira ficar calado na CPI por orientação do ex-ministro da Justiça Marcio Tomás Bastos. Afinal, sem essas filigranas da nossa gloriosa sociedade aristocrática não teríamos como nos orgulhar de sermos o paraiso da impunidade.
Moral da história: “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente”, afirmou o ministro Gilmar Mendexs.
Quando Lula  perguntou a respeito das viagens a Berlim, custeadas por Cachoeira, na companhia do senador Demóstenes, e prometeu blindá-lo na eventualidade  de uma convocção para depor na Câmara. o ministro não se conteve: ” Vou a Berlim como você vai a São Bernardo. Minha filha mora lá. Vá fundo na CPI.”

Sem compreender o motivo da reação indignada do interlocutor, Lula deve ter olhado para Jobim, perplexo: “O que será que eu falei para o homem se por tão indignado. Será que ele pensou que fosse chantagem?”

Lula entrou em desespero porque tem consciência de que com o mensalão será julgado o seu governo.

O veto parcial ao projeto do Código Florestal promove a insegurança instititucional e o caos. A prometida medida provisória não passa de um remendo que não resolve. A decisão da presidente da República gerou um estado de anomia que favorece, apenas, quem desmata ilegalmente. Sem regras objetivas o transgressor encontra os atalhos para agir impunemente.

Os agricultores são conservacionistas porque sabem, melhor do que ninguém, que para produzir e preservar o patrimônio da família, incluindo as futuras gerações, há necessidade  de leis e diretrizes claras que impeçam a devastação dos recursos naturais. A consciência da sustentabilidade preocupa os produtores rurais há muito tempo.

A quem interessa o desmatamento:

O dado mais importante que emergiu dos debates a respeito do veto foi apresentado pelo professor Ricardo Rodrigues  da Escola de Agricultura da USP – Luiz de Queiroz: De cada três hectares desmatados apenas um é utillizado pela agricultura. Os outros dois são entregues ao abandono e permanecem degradados. É a ação criminosa desses grandes proprietários e predadores da floresta que deve ser evitada e punida com rigor.

Bancada ruralista

Detalhes do veto serão revelados a partir de segunda-feira. Só então será possível avaliar em profundidade suas consequências. Por ora ficamos com a impressão de que o veto é político. A intenção é evitar desgaste junto à poderosa bancada ruralista que congrega grupos radicais representativos dos setores mais atrasados da agricultura. Esses não são os produtores que têm compromisso com a sustentabilidade e as futuras gerações.

Ambientalistas

O governo ignorou  mais de 2 milhões de assinaturas e o apelo público de dez Ex-Ministros do Meio Ambiente do Brasil que  pediram “…à presidente  Dilma o veto integral dos retrocessos contidos no projeto de lei aprovado na Câmara. Eles reduzem drasticamente o status de proteção das florestas no Brasil, bem como a governança socioambiental construida nas últimas décadas.” (Folha de SSão Paulo, 22/05/12; p. A3).

Anistia

A declaração de Assuero Veronez, vice-president da Confederação Nacional da Agricultura, mostra que os vetos eram esperados. Considera-os justos mas reclama que a alterração “… impõe um ônus aos grandes produtores. O custo de reflorestar é bastante elevado.” Essa assertiva é um apelo à anistia dos que  desmataram ilegalmente. É, digamos, um premio aos desmatadores ilegais e um desrespeito aos produtores rurais que cumprem a lei. Isso é injusto e imoral.

Em Osasco, o quadro afunila em função da agenda eleitoral que detrmina a realização das convenções no mes de junho.

PSDB

- O candidato natural, Celso Giglio, tem cerca de quinze dias para anunciar sua posição e acalmar a ansiedade de seus correligionários.

PT

- O STF vai julgar o mensalão a partir de agosto. De acordo com esse cronograma o deputado João Paulo, que é  um dos réus no processo, poderá pleitear sua candidatura na convenção do partido, em junho, mas terá de  enfrentar os riscos jurídicos e políticos de sua decisão.

PSD

- A candidatura de Osvaldo Vergínio passa por  acordo entre o deputado João Paulo e o prefeito da Capital. O vereador, filiado ao PSD de Kassab, terá legenda se sua candidatura interessar ao esquema do PT.

Pesquisas

- Boatos a respeito de pesquisas correm soltos nesta época. Este blog só publicará resultado de pesquisas realizadas por instituto cofiável devidamente registradas no TRE, como determina a lei.

Na próxima semana teremos novidades.

Até amanhã

Todas as manhãs, às seis e meia, deixo os aposentos, que minhas netas resolveram batizar de “cafofo do vovô”, localizados no andar inferior da casa e subo os 14 degraus da escada. Na cabeceira da mesa da sala encontro o lugar que me reservam para o café. Ao lado da xícara, do pão e de metade de um mamão papaia, encontro, dobrado, o primeiro caderno da Folha de São Paulo.

Como quem paga a conta não sou eu, concluo que o lugar de honra me é concedido em consideração à idade.

Laura, minha filha, que, para deixar tudo em ordem, antes das seis já está de pé, deve imaginar que subo a escada, sempre no mesmo horário, por causa do café que prepara com capricho… Engana-se!

O ritual que sigo religiosamente tem outra finalidade. As sete, em ponto, interrompo a leitura do jornal para ver passarem minhas netas que seguem a mãe. Sofia vai na frente, Mariana, um pouco atrás, mochila nas costas, despedem-se:

- Tchau vovô!…

- Tchau vovô!…

Quando Chela, amor da minha vida, nos deixou, em janeiro de 2004, Sofia, recém-nascida, tinha apenas dois dias e Mariana cinco anos.

Tomo o último gole de café com leite. É tempo de me dirigir ao Unifieo, onde as aulas começam às sete e meia.

Sigo, assim, vivendo e trabalhando até a manhã seguinte, as sete em ponto, hora de ver passarem minhas netas, mochila nas costas, correndo atrás da mãe…

- Tchau vovô!…

- Tchau vovô!…

Engana-se quem acreditar que a decisão das lideranças do PT de apoiar a CPI do Cachoeira tenha qualquer inspiração ética ou vingança contra o farisaico senador Demóstenes Torres. Nada a ver. A estratégia de apoiar a CPI foi montada pelos mensaleiros que vislumbraram  no escândalo Cachoeira a oportunidade de desqualificar o Procurador Geral da Reública, Roberto Gurgel, acusado de ter engavetado  a denúncia da Polícia Federal para proteger o senador goiano do DEM. Convocado para se defender o  Procurador negou-se e reagiu à altura afirmando que a manobra não passava de estratégia “de pessoas que estão morrendo de medo  do julgamento do mensalão”. Sua assertiva foi prontamente apoiada por dois ministros do STF. O Procuador saiu do episódio prestigiado.

Resultado:

“PT recua, e CPI desiste de convocar o procurador geral (…). Ala ligada a Lula vê em disputa com o Ministério Público aumento de risco de condenação de réus do mensalão.” Folha de São Paulo; 16/05/12; p.A4).

Percebendo o erro tático os mensaleiros resolveram esvaziar a investigação. Sem o apoio do PT, adeus  CPI…

O  Parrtido dos Trabalhadores que um dia chegou a ser a esperança de novos tempos, caiu no descrédito.

Li, com tristeza, o desbafo da professora Vanessa Storrer - da rede Municipal de Curitiba,  a respeito das humilhações, do sacrifício e da falta de reonhecimento ao exercício do magistério. Não vou repetir aqui os seus argumentos alinhavados  com um misto de revolta e frustração em texto que circula pela internet e me foi enviado pelo amigo  Helio Rubens de Arruda e Miranda, editor do ROL – Região On Line.

O relato, que  merece profunda reflexão por parte dos governos e da comunidade, trouxe-me à memória trecho do livro Sonhar é Preciso* que reflete a realidade dos anos 1960, completamente oposta ao que observamos nos dias atuais. Perceba, o leitor, como eram, à época, as relações entre alunos, seus pais e os professores:

INTEGRAÇÃO ESCOLA FAMÍLIA E COMUNIDADE

“Nas áreas periféricas onde havia pequenos grupos de crianças sem matrícula, decidiu-se apelar para a colaboração das professoras residentes nas imediações. Mais uma vez a resposta foi positiva. A aceitação do programa superou as expectativas. As professoras saíam em busca de alunos e quando reuniam o número mínimo eram contratadas pela prefeitura, que se encarregava das despesas de aluguel e manutenção da sala. O delegado estadual de ensino mandava as carteiras e autorizava o funcionamento das classes isoladas, cuja professora ficava subordinada à coordenação e supervisão do diretor do grupo escolar mais próximo. Esse vínculo garantia a qualidade do ensino e a aplicação das normas de procedimento da rede oficial.

Uma das emoções mais fortes que senti ao longo dos muitos anos de vida pública ocorreu em visita que tive a oportunidade de realizar numa dessas “classes isoladas”.(…)

O AMBIENTE NA ESCOLA

Na frente do quadro negro entre o globo e a estante, sobre uma mesa simples coberta por uma toalha bordada com capricho, destacava-se um vaso de vidro barato com flores colhidas pelos alunos no caminho da escola: uma rosa, um copo-de-leite, um ramo de sálvia, outro de primavera. As mais lindas flores dos jardins da vizinhança, para a professora, com carinho e veneração.(…)

As professoras, jovens e recém-formadas, ocupavam posição de prestígio na comunidade. As mães dos alunos devotavam-lhes respeito e admiração, sentimentos que procuravam transmitir aos filhos.

As precárias condições físicas e a carência de meios eram compensadas pelo ambiente de cooperação e afeto. O que se perdia pela falta de recursos, recuperava-se pelos sentimentos de solidariedade e de alegria. Com esse espírito eram superadas as dificuldades no período crítico da falta de vagas escolares. A comunidade aceitou o desafio e venceu…”

Sonhar É Preciso  – Comunidade e Política nos Tempos da Ditadura; Edifieo p.373.

Cicero

         Antônio Carlos Roxo

Para que um país desenvolva permanentemente seu potencial de inovação é fundamental a criação de cadeia de transmissão permanente entre os entes da sociedade, ou seja, criar-se um Sistema Nacional de Inovação, como existe entre outros no Japão, EUA, China e Coreia do Sul. Para tanto é condição necessária a criação de  sinergia entre a universidade, setor público e empresas.

Este Sistema exige, para seu pleno desenvolvimento, um processo contínuo de educação e incorporação por todos os envolvidos no esforço permanente de desenvolvimento de inovações em seus mais amplos aspectos.

Em Osasco vem se desenvolvendo, ainda que de forma embrionária, um sistema com estas características no âmbito do comércio exterior. A partir das entidades que foram se incorporando nos Seminários de Comércio Exterior da Região Oeste (já foram realizados cinco)  vem se implantando intercâmbio contínuo de ideias, propostas e cooperação entre os participantes que estimulados pelo fortalecimento da confiança incrementada pelo trabalho conjunto formataram a proposta de criação do CICERO – Comitê de Incentivo ao Comércio Exterior da Região Oeste, cujas reuniões têm sido realizadas na ACEO, que incorpora o UNIFIEO através do curso de Comércio Exterior e Negócios Internacionais, a Prefeitura de Osasco (Secretária de Comércio e Indústria e Coordenadoria de Relações Internacionais), entidades como ACEO, SEBRAE e CIESP- Castelo, empresas ligadas ao Comércio Exterior, como América Assessoria em Comércio Exterior e América Expert, além do Núcleo Zumbi dos Palmares – Projeto MDIC/PEIEX e OP – Orçamento Participativo – Sociedade Civil Organizada.

O CICERO visa incentivar, subsidiar ações e desenvolver na Região, em particular nas pequenas e médias empresas, o comércio exterior como instrumento de desenvolvimento e de inovação e como estratégia de aumento da competitividade. Tal iniciativa vai de encontro à necessidade de criação de um Sistema de Inovação na Região que poderia provocar um novo momento de crescimento e afirmação da Região no contexto estadual e federal.

Antônio Carlos Roxo, coordenador e professor do curso de Comércio Exterior e Negócios Internacionais é membro fundador do GECEU.    E-mail : roxo@unifieo.br

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