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Para você que é leitor assíduo deste blog dou a notícia em primeira mão:

Em agosto a Edifieo fará o lançamento do livro

Blog do GUAÇU PITERI

 5 ANOS SEM FRONTEIRAS 

Além dos posts assinados pelo autor, a obra engloba textos e comentários de leitores.

Como verificará o leitor, os temas estão classificados em sete capítulos:

I – Política; II – Economia; III – Folclore Político;  IV – Cotidiano; V – Osasco; VI – Educação; VII – Desmonte da FAC-FITO

Agosto. Aguarde!

Conheci Plínio em 1959. Ele, dinâmico, competente,  coordenador do Plano de Ação do Governo Carvalho Pinto. Eu, ainda estudante, presidente do Centro Acadêmico Luiz de Queiroz. Convidei-o para uma palestra seguida de debate. Ficamos amigos. A respeito de sua carreira, de sua coerência, de sua coragem cívica, nada é preciso acrescentar ao testemunho de Serra.

Quero registrar apenas uma coincidência, ou melhor, duas:

1 – Os três – Plínio, Serra e eu – fizemos pós graduação na mesma universidade (Cornell), nos Estados Unidos;

2 – No meu livro “Sonhar é Preciso – Comunidade e Política nos Tempos da Ditadura”, Plínio me honrou com o texto da orelha e Serra com o da contra capa. Sou grato a ambos pelo generoso depoimento.

Leiam a homenagem de Serra ao amigo Plínio:

Um homem honrado

José Serra

Morreu Plínio de Arruda Sampaio. Era um homem inequivocamente de esquerda sem nunca ter sido de fato marxista. Foi um democrata cristão no início de sua vida pública sem jamais ter sido um conservador. Sua personalidade complexa e aparentemente contraditória, que conheci bem, guardava uma notável coerência. Concordasse eu com suas escolhas ou não – e é certo que, politicamente, estivemos mais próximos no passado do que em dias recentes –, tenho claro que Plínio rompeu barreiras políticas sempre por bons motivos, que nunca atenderam à sua conveniência pessoal. Há homens que admiramos não porque falam o que nós pensamos, mas porque falam o que eles pensam. Plínio se foi de bem com sua consciência, e aí está uma grandeza e uma paz merecidas. A primeira vez em que ouvi falar dele foi na minha adolescência. Plínio era subchefe da Casa Civil do governo de São Paulo, e lhe coubera coordenar um plano de ação que orientaria os investimentos do Estado de 1958 a 1962, ano em que se elegeu com facilidade deputado federal pelo Partido Democrata Cristão. No Congresso, foi relator do projeto de reforma agrária contemplado nas “reformas de base” do governo de João Goulart. Em abril de 1964, com o golpe militar, teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos. No exílio chileno, Plínio tornou-se técnico da FAO, num projeto de capacitação e pesquisa sobre a reforma agrária conduzido pelo governo democrata cristão de Eduardo Frei. Em Santiago, frequentar a casa de Plínio e Marieta era um dos meus hábitos preferidos em razão da acolhida de toda a família. Depois da vitória da Unidade Popular, de Salvador Allende, no fim de 1970, ele se mudou para os EUA. Tornara-se funcionário do Banco Interamericano de Desenvolvimento. E foi lá que a família Sampaio nos acolheu em sua casa – a mim, mulher e dois filhos pequenos –, em meados de 1974, depois da prisão e perseguição que sofremos da ditadura do general Pinochet. Após um mês e meio de hospedagem, fomos para a Universidade de Cornell, onde eu iria obter o doutorado em economia. Descobri que havia lá um mestrado em economia agrícola. Um pouco mais tarde, convenci Plínio a fazê-lo. Na pequena cidade de Ithaca, as duas famílias conviveram intensamente. Foi de lá que ele regressou ao Brasil, em 1976. A partir de 1977, um grupo, do qual faziam parte eu, Fernando Henrique Cardoso, Francisco Weffort, Almino Affonso e Plínio começou a discutir a ideia de se criar um novo partido de esquerda. Plínio e Almino propuseram lançar a candidatura de FHC ao Senado nas eleições de 1978, a fim de aglutinar as forças que comporiam a nova legenda. Pensava-se em atrair Lula, o dirigente sindical mais expressivo da época, que viria a participar da campanha de FHC naquele ano. Em 1979, fez-se uma grande reunião aberta no ABC para impulsionar a criação do novo partido. Ocorreu, porém, o oposto: de um lado, Lula defendeu a criação de um partido operário; do outro, os “autênticos” do MDB, Fernando Lyra à frente, defenderam a permanência no MDB como frente ampla da oposição ao governo do general Figueiredo. Plínio engajou-se então na criação do PT, com o respaldo de setores da Igreja Católica. A história posterior é mais conhecida. Mas vale registrar um episódio: em 1988, ele foi pré-candidato a prefeito de São Paulo. Apesar de sua experiência, foi preterido por integrantes do aparato petista. Em 1990, deram-lhe a candidatura ao governo do Estado, quando a chance de vitória PT era nenhuma. Em 2010, ambos candidatos à Presidência da República, fui inquirido por ele em vários debates na TV: firme, sem fazer concessões. Em vez de me chamar de “Serra”, preferia o “Zé”, o vocativo de uma amizade de tantas décadas. E fazia essa escolha não porque pretendesse me preservar das nossas divergências, mas porque um confronto também pode ser elegante.   Velórios são tristes. Velórios de pessoas de bem são especialmente tristes. Eu estava lá porque queria dignificar as nossas diferenças. Eu estava lá, sobretudo, porque queria dignificar a nossa amizade – as diferenças e a amizade de um homem honrado, com uma família adorável. 

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Entre a euforia e o desespero:

qual o significado da Copa?

Paulo Sérgio Silva

Os brasileiros ficaram perplexos com a derrota de nossa seleção por 7 a 1 para a Alemanha. Mas devemos analisar como caminha a cultura da humanidade nesses anos pós-modernos. O vácuo que os sistemas políticos inscrevem na atualidade gera uma descrença na massa atordoada. A falta de reflexão sobre as ideologias reinantes no mundo contemporâneo provoca uma alienação e o vazio existencial é preenchido pelos valores que o consumismo apregoa. Vivemos aprisionados pelas sombras, pelas aparências como anunciava Platão na sua alegoria. Essa alienação é aproveitada pela mídia e vivemos a aldeia global que anunciou Marshall McLuham. Vivemos uma interdependência eletrônica. A medusa eletrônica petrifica a consciência e somos manipulados pelas imagens publicitárias e pela programação midiática da TV e da Internet.

O meio é a mensagem anunciou o intelectual no final dos anos 60. Esse meio deve ser belo, livre de reflexões críticas, o meio deve ser espetacular. O meio é o espetáculo. O meio deve ter brilho e euforia. Esse meio ( mídia ) criou um mundo que Baudrillard revela como um mundo-cópia. Vivemos cercados por um simulacro, uma representação, e essa representação da realidade estimula nossos destinos. Essa mídia cria uma hiper realidade. A hiper-realidade ilude a consciência, condiciona os sentidos e as ações. Provoca um pseudopreenchimento desse vazio. A felicidade está na simulação e não na realidade

A partir dos avanços tecnológicos que a humanidade alcançou no século XIX e XX, como sua noção de modernidade positivista que pregava que a ciência iria nos trazer o conforto e nos facilitaria a vida em todos os sentidos, chegamos ao século XXI como no título de uma série de televisão muito popular nos anos 60: perdidos no espaço. Na história original a terra no ano de 1997 sofre de superpopulação com todos os males de nossa civilização e a família Robinson viaja pelo espaço tentando encontrar um novo lar.

Vivemos hoje os dilemas socioambientais jamais vistos na história e estamos assim fisgados pela doutrina da mídia. Ela cria as modas e os valores. Somos humanos e criamos cultura. Criamos rituais e a Copa do Mundo que ocorre de 4 em 4 anos é um ritual para a glória. Para nós brasileiros esse resultado do jogo contra a Alemanha representa o fracasso. Temos uma autoestima muito baixa. Na época da copa enfeitamos as ruas, vestimos verde e amarelo e pintamos os rostos como se preparássemos para uma guerra ou um evento religioso. Vimos nos jogos do Brasil a torcida cantar o hino nacional como em nenhum outro evento. A mídia cansou de reproduzir imagens de hiper-realidade aliada ao consumismo. A frustação da derrota é do tamanho que a esperança tinha nos anúncios da copa. A tristeza deu espaço para a raiva. A angústia se prolongará até um novo espetáculo. A política do pão e do circo deve ser repensada. Ficamos mais com circo, por que do pão só sobraram às migalhas.

Paulo Sergio Silva, psicólogo, doutor pela USP, é professor e membro do Grupo de Estudos de Comércio Exterior e Relações Internacionais do Unifieo – GECEU.

Maior goleada da Alemanha não é na “arena

Olivier Vianna

 

———- Mensagem encaminhada ———-

 Outras goleadas Alemanha x Brasil

Prêmio Nobel - Alemanha 103 x Brasil 0

Salário de Professor do ensino público - Alemanha US$ 30 mil/ano x Brasil US$ 5 mil/ano

 

Navios em trânsito por dia neste momento nos portos - Alemanha 3.800 x Brasil 315

 

Patentes de novas invenções por ano - Alemanha 2.700 x Brasil 150

 

Aviões circulando no espaço aéreo por dia - Alemanha 5.300 x Brasil 640

 

Indústria automobilística original - Alemanha 5 x Brasil 0

 

Indústria aeronáutica original - Alemanha 6 x Brasil 1

 

Número de satélites colocados em órbita por foguete próprio - Alemanha 112 x Brasil 0

 

Percentual de energia elétrica gerada por fonte renováveis e não poluentes - Alemanha 35 x Brasil 3

 

Tempo médio do aluno na escola pública (horas/dia) - Alemanha 9 x Brasil 4

 

Submarinos nucleares - Alemanha 11 x Brasil 0

 

 

A “Carta ao Leitor” da revista Veja de 16.07.14 encerra assim:

“No dia em que diminuirmos essas diferenças, com certeza, uma derrota da seleção de goleada e em casa será para os brasileiros apenas um jogo com resultado extravagante.”

 

Quem sobreviver verá!

         Ricardo Maroni Neto

 

“O que será o amanhã? Responda quem souber…”. Este artigo foi escrito às vésperas da abertura da Copa e neste momento o futuro está claro: primeiro a Croácia, em seguida o México e por fim, Camarões. Depois, quem viver verá.

Principalmente pelo fato da expectativa de vida dos brasileiros ter saltado de 71 em 2002 para 74,6 anos em 2012. É obvio que isto impacta no valor da aposentadoria e no déficit público. Em outras palavras, vai viver mais com menos.

O PIB que mostra a riqueza gerada dentro da Economia, faz que vai e não vai. A projeção é de 1,63% para 2014, com tendência de queda. Em 2013 foi 2,3%.

O investimento dá base ao crescimento futuro do PIB. Segundo informações recentes a taxa de investimentos está na casa de 18% do PIB, com leve declínio em relação a 2013. Como não há expansão dos investimentos, o PIB continuará estagnado. O crescimento do PIB indica oportunidades de geração de renda com salários ou negócios. O baixo crescimento indica o inverso.

A inflação oficial em alta, acima dos 0,55% ao mês nos últimos 6 meses e desde o início de 2013 batendo no teto da meta que é 6,5% ao ano. Para contrapor a política monetária é recessiva puxando a taxa Selic para cima. Nos últimos 17 meses a taxa saltou de 7,25% para 11%. A interpretação é: o remédio não está curando o doente, até porque a inflação é de custos e não de demanda. Os fatores que alavancam os preços são alimentos e transportes.

Nas relações internacionais os resultados do balanço de pagamentos mostram que o modelo de financiamento pela poupança externa está esgotado. O déficit em transações correntes está sendo alimentado pelo déficit no balanço comercial e os recursos advindos da conta capital e financeira não são suficientes. É o mal das Economias dependentes do resto do mundo.

Já que tratamos de coisas ruins, falemos de carga tributária. Em 2013 foi 36,42% do PIB. Em 2003 era 32,52%. Diga-se de passagem que o imposto de renda, principal fonte de receitas públicas – cerca de 25% – não tem correção da tabela pela inflação real e a restituição somente é corrigida após a entrega da declaração.

A dívida interna algo na casa de 55% do PIB, equivale a cerca de R$ 2,7 tri. Quando aumenta a taxa de juros eleva a despesa financeira com a dívida, pressionando o déficit público, exigido mais arrecadação, corte de gastos não financeiros ou novas dívidas.

Para aquilatar a situação e piorar o quadro da Copa, as notícias trazem nuvens carregadas: dengue com 6.000 casos em São Paulo; sistema Cantareira entraria em colapso na Copa, se não fosse o bombeamento do volume morto; greves, protestos que geram tumultos e não atingem o cerne da questão – provavelmente nem os protestantes o sabem. Ninguem protesta na frente da Receita Federal, nem na frente do Ministério da Fazenda, pede-se aumento de salários, mas não a redução dos preços. Querem o padrão Fifa na Educação e na Saúde, mas não na gestão da coisa pública.

E depois da Copa? Quem sobreviver verá!

Ricardo Maroni Neto, economista, professor do Unifieo e do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia – IFSP, autor do Livro Manual de Gestão de Finanças Pessoais é membro do Grupo de Estudos de Comércio Exterior e Relações Internacionais do Unifieo – Geceu.

7 x 1

J. C. S. HUNGRIA

Este blog não tem o costume de crucificar ninguém. Mas, não dá para aguentar.

O agente de Neymar, Wagner Ribeiro, critica o Felipão e os jornais “Estadão” e “Folha” reproduziram o que ele disse. Vejam só.

O Felipão é velho, prepotente, babaca, arrogante, e muito fraco como técnico. Não é estrategista, nem tático. Seu passado não o credencia a estar na seleção. Em Portugal, não conquistou nada; foi demitido pelo Chelsea. De lá foi para o Uzbequistão (lá tem futebol?); nas vésperas do nosso Palmeiras ser inapelavelmente rebaixado para a 2ª divisão, pediu demissão.

“É uma vergonha”, disse.

 

Mas, o homem tem sete fôlegos. Com certeza vai arrumar um outro emprego, um bom emprego, com muitos dólares contratados e outros desavisados e megalomaníacos acharão que ele é “o cara”.

Hoje bate no peito e assume a responsabilidade pelo desastre. Bonito, não?

Minha netinha, objetiva e rápida no gatilho, dispara: “se é assim, porque não devolve o que ganhou nesse tempo todo, já que é o único responsável?” Era o caso!

J. C. S. Hungria

O Caráter do Mercado: parte 1
Ricardo Maroni Neto

Em termos conceituais mercado é um ambiente no qual as forças da oferta e da demanda buscam o equilíbrio.
O fato de ser um ambiente deriva da forma como os elementos da oferta e demanda se encontram. Em certas circunstâncias, é presencial. Por exemplo, em uma feira livre, estão lá presentes, fisicamente, quem compra (demanda), quem vende (oferta) e o produto transacionado.
No entanto, com o avanço da tecnologia da informação surge o ambiente virtual, no qual ofertantes e demandantes interagem através de um software visualizado na tela. Como exemplo desta manifestação tem-se o comércio eletrônico ou as operações de home brooker.
Há ainda o ambiente formado por prepostos, no qual ao menos uma das partes é constituída por representantes. Por exemplo, o mercado de trabalho pelo lado da demanda, há, ao menos nas grandes empresas, um preposto do acionista que recruta, seleciona e treina o ofertante da mão de obra contratada. Nas transações entre empresas os responsáveis pela compra e venda são profissionais contratados para realizar a operação. Portanto prepostos.
É importante frisar que na Economia moderna há um sem número de bens e serviços. Basta olhar as gôndolas de um supermercado, lá se encontram vários conjuntos de produtos disponibilizados por fornecedores, que com seus volumes atendem aos compradores. Os conjuntos de produtos formam um mercado particular ou segmentos.
Assim, vinhos, refrigerantes, frutas, verduras, embutidos, carne bovina, frango detergentes, desinfetantes, papel higiênico, entre muitos outros, formam segmentos de mercado, possuindo forças da oferta e da demanda que buscam o equilíbrio.
O equilíbrio de mercado se dá quando ofertantes e demandantes chegam a um consenso sobre o preço praticado. Se as forças não chegam ao consenso são empregados meios normais comuns como o ágio, a pechincha ou a liquidação para promover o equilíbrio.
Em termos gerais os mercados funcionam assim. Mas não é assim que os mercados funcionam. O volume ofertado é pressionado por uma série de fatores: custos, produtividade, arranjo entre ofertantes, condições climáticas e econômicas, tecnologia disponível, tributação, entre outros. A força da demanda é pressionada, também, por vários elementos: mudança de hábitos de consumo, flutuações na renda, esforço de marketing, condições de crédito, mudanças nos preços relativos, entre outros.
É justamente neste contexto que surgem as características que formam o caráter do mercado. O mercado é orgânico, auto-regulável no longo prazo, influenciável no curto prazo, segmentável, incertos, imperfeitos e amorais. Em fim, o mercado é quase um Macunaíma e ao mesmo tempo virtuoso.

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2. O Caráter do Mercado: parte 2

Ricardo Maroni Neto
Economista, Professor do UNIFIEO e do Instituto Federal.
Autor do Manual de Gestão de Finanças Pessoais e membro do Geceu

Em artigo anterior apresentou-se conceitualmente o mercado, com certas características de descrevem seu caráter. O objetivo deste artigo é detalhar as caracterizas do mercado apontadas na primeira parte.
O mercado é orgânico. Esta primeira característica deriva da perspectiva de Adam Smith sobre a existência de uma mão invisível que conduz ao equilíbrio. Na realidade é uma força viva que combina os agentes econômicos para ajustarem seus interesses até se equilibrarem.
Esta ótica é verdadeira no longo prazo, quando, em função das suas perspectivas, os agentes reavaliam as suas posições e buscam caminhos alternativos. Surge assim a segunda característica: o mercado é auto-regulável.
No entanto, no longo prazo estaremos todos mortos, tornando-se necessário regularizar as ações que travam as atividades o causa problemas cíclicos. Neste contexto o mercado sofre a intervenção do setor público por meio das políticas econômicas. A terceira característica que se revela é que o mercado é influenciável pelo governo.
A quarta característica torna o mercado segmentável. Tome-se um produto qualquer que pode ser ofertado para homens ou mulheres; por faixas etárias; crianças, adolescentes, jovens, adultos ou terceira idade; com renda alta, média-alta, média-média, média-baixa ou baixa; ou por outro elemento demográfico. A oferta pode direcionar-se por características psicográficas específicas como estilo de vida, personalidade, lealdade a marca etc; ou por critérios geográficos. Há ainda a possibilidade de segmentar o mercado pela combinação das variáveis. Em cada segmento haverá oferta e demanda buscando o equilíbrio.
O mercado é influenciado pela incerteza, fincando nervoso ou calmo, dependendo da perspectiva dos agentes que nele atuam. Apresenta-se aqui a quinta característica: o mercado é incerto.
Dada um turbulência qualquer: crise econômica ou mudanças políticas, que trazem resultados incertos, os agentes econômicos repensam suas ações o que conduz a redução das atividades ou a sua aceleração. Na realidade quem fica nervoso ou calmo são os agentes aí saem vendendo ou comprando a qualquer preço ou reduzindo ou aumentando as aquisições.
A questão central é o interesse dos agentes que movem o mercado. Como buscam sempre melhor posição para si, muitas vezes diante da incerteza aguardam os acontecimentos ou apostam alto.
A sexta característica: os mercados não são perfeitos. Se fossem não haveria monopólios, oligopólios ou outras figuras da imperfeição. A não perfeição surge, principalmente, pelo lado da oferta que busca vantagem competitiva, rompendo assim com algumas características da concorrência perfeita.
Os mercados agregam informações sobre tendências de consumo, formação de preços futuros e perspectivas sobre cenários. É uma questão de análise e interpretação.
Por fim, os mercado são despudorados ou amorais, afinal transacionam qualquer coisa. Michel Sandel na obra “O que o dinheiro não compra” lista exemplos de itens comercializáveis, portanto com oferta e demanda, mas moralmente questionável: barriga de aluguel na Índia, opções para filas menores, autorização para procriação na China, rim, depósitos de lixo nuclear, apólices e seguro para portadores de doenças terminas, entre outros.
Na verdade, não inventaram nada melhor que o mercado. O problema está nas intenções dos seus operadores e na busca pelo seu controle, residindo ai todas as distorções presentes no mercado.

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