Embora prioritária, a reforma política é sempre postergada em virtude da soma de interresses em jogo. Para avançar, um pouco que seja, a única alternativa é partir para alterações setoriais que permitam ganhar espaço por etapas. O importante é quebrar a inércia e começar pelas mudanças que são fontes inesgotáveis de corrupção e negociatas e que mais revoltam o cidadão. A proliferação de partidos de aluguel, que nada representam torna imposssível a governabilidade. As legendas sem conteúdo ideológico e sem voto, servem apenas aos interesses de seus “donos” que exigem cargos e mordomia em troca de apoio ou tempo do horário gratuito de rádio e tv nas campanhas eleitorais. Seria simples corrigir essa distorção que degrada a democracia e dificulta a ação do governo. Basta adotar algumas das chamadas cláusulas de barreira que são plenamente conhecidas dos legisladores. Exigências como porcentagem mínima de dputados federais eleitos, presença em pelo menos um quinto dos estados, são medidas simples e práticas que, em pouco tempo, reduziriam a quantidade de partidoss a uma proporção aceitável. Todos sabem o caminho, mas nada acontece porque os interesses pessoais e de grupos são mais fortes do que o patriotismo, o bom senso e os ideais republicanos. Entendendo que a reforma ampla é complexa e dificilmente será implementada, a sociedade civil poderia pressionar por conquistas de grande relevância, ainda que parciais.
Dê sua opinião a respeito dos setores específicos em que seria possível melhorar a governabilidade e a transparência na administração pública. Em 2o12 a reforma política deverá ser destaque na mídia. Estaremos atentos e voltaremos ao assunto.
Caro Guaçu,
Neste momento, em que a nossa Politica não passa de papel de Troca! E os Nossos Deputados de caixeiros viajante e o Congresso Nacional na Nova Casa da Moeda! E este Partido No Poder de Mero Negociador, não vejo Alternativa a não Ser Lutarmos e Tentar Retomar Uma Nova Republica, realmente voltada para o seu Povo.
um abraço,
Badaró
Caro Guacu,continuo achando que o furo é mais em baixo,o problema é mais subjetivo:Falta de Patriotismo.”Eis a questão”. Esse sentimento é construído
ao longo do tempo,a começar no seio da família,e depois consolidado nas escolas e na sociedade..È mais do que teorizar,é viver o sentimento de amor aos pais,irmãos,amigos,conhecidos e desconhecidos e à patria como extensão
desse amor.
Isabella Leal
Quero ,aproveitar este espaço que gentilmente me foi dado,agradecer ao Guaçu,por ter se dedicado o ano inteiro,usando seu tempo precioso,para se inteirar dos problemas da política brasileira e nos mantendo informados.
Desta forma,está estimulando o tão importante senso crítico dos seus leitores,levando-os a um amadurecimento em suas opiniões, as quais poderão ser preciosas para as mudanças necessárias no cenário apresentado.
Cabe aqui,a fábula do passarinho que quando viu a floresta pegar fogo,e todos os animais fugiam desesperadamente.O pequeno pássaro pegava um pouco de água em seu bico e jogava nas chamas .Quando foi criticado pelos outros animais,respondeu:”Não importa,estou fazendo a minha parte.
Um grande abraço.
Isabella Leal.
Enquanto o Pelé estiver certo: “O povo não sabe votar” não teremos reforma nenhuma. Enquanto continuar a votar nos mesmos que não fazem nada não haverá reforma nenhuma. Reforma política, reforma jurídica, reforma tributária, reforma no ensino, etc…
A pior coisa que está acontecendo hoje é a ditadura do executivo. Não existem judiciário e legislativo. O poder central (do executivo em todos os níveis Federal Estadual e Municipal) não permite tais reformas.
Qualquer cidadão sabe que nosso maior problema é a EDUCAÇÃO, enquanto não houver ensino vai acabando tudo, e o que é gravissimo: ESTÃO ACABANDO COM A FAMILIA…..
Jair Sanches
Um país que tem milhões de celulares ativos, milhões de usuários de TV por assinatura e vê aumentar a cada dia a conexão via internet – é ao mesmo tempo o país da Casa Grande e Senzala. Hoje a senzala verticalizada, donde lá está o quarto de empregada e até a pouco tempo os serviçais só utilizavam o Elevador de Serviço.
Este é o país que ainda tem o ranço das Capitanias Hereditárias, das Sesmarias, do Caudilho e do Coronel. País, onde o Ministro, o Senador ou o Deputado – cuidam de sua Sesmaria com verba que de acordo com o orçamento deve ser rateada pelo país como um todo.
As políticas públicas ostentam o caráter de Governo, ao invés de assumirem o papel de Estado. Cada um quer consertar o seu terreiro, a seu jeito, com seu toque, sua marca – a Federação que se lixe. Ignoram tanto o significado de República, quanto o de Federação. Daí que República Federativa acaba sendo apenas, um nome fantasia.
Aos detentores do poder interessa tudo, menos mudar a atual conjuntura política. Afinal, eles são “os donos da cocada preta”. O Estado Democrático de Direito torna-se uma farsa e a Constituição uma página virada.
O processo eleitoral brasileiro é uma grande farra. Um emaranhado de Partidos Políticos inflados por siglas de aluguel – brincam com o eleitorado.
O sistema de coligações e o voto de legenda criam verdadeiras armadilhas. O eleitor vota num candidato decente e acaba elegendo um picareta com PHD.
A Reforma Política é UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA! Há que se abrir o jogo com a população e ensinar o caminho das pedras. Há que se tirar a máscara e mostrar ao eleitor como ele vem sendo enganado desde longa data.
O povo tem que saber o que é representatividade. Tem que conhecer a composição do Poder Legislativo a todos os níveis e qual sua função. Ter consciência do que é um Partido Político e sua real função. Há que se discutir fidelidade partidária, voto distrital e até a obrigatoriedade do voto. O povo tem que abrir a Constituição e compreender o seu significado. Em suma: temos que zelar pela sobrevivência do Estado Democrático de Direito.
A luta é árdua. A caminhada é longa. Há que se dar o primeiro passo. A coisa tem que sair da rua para o Palácio. A coisa tem que vir de baixo para cima.
O resto é o eterno conflito de egos. A luta do poder pelo poder. Aos políticos profissionais o importante é vencer as eleições. O que fazer depois é coisa para pensar depois.
Segundo geólogos e meteorologistas, uma outra catástrofe, igual à de 2010, na região serrana do Rio de Janeiro – só voltará a ocorrer daqui a 50 anos. Então, pra que esquentar a cabeça agora?!
O Japão dos terremotos, tufões e tsunamis – está sendo reconstruído a toque de caixa.
O governador do Rio de Janeiro disse que relativamente, New Orleans (Furacão Katrina, 2005) – demorou mais tempo para se reconstruir, em comparação com o Estado por ele governado.
É tudo uma questão de cultura. UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA!
Vamos para a rua e abrir o debate.
Dudu Rodrigues – 04/01/2012.