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Há duas notícias: Uma é boa, a outra é ruim…
– Qual é a boa?
– Saiu o balanço da Petrobras.
– E a ruim?
– Saiu o balanço da Petrobras.

Frases do intelectual e ativista uruguaio dos direitos humanos Eduardo Galeano publicadas no

ROL Itapetininga Comunidade editado pelo estimado, corajoso e lúcido amigo

Helio Rubens de Arruda e Miranda:

Eduardo GaleanoA utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.

O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa.

Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.

Quando as palavras não são tão dignas quanto o silêncio, é melhor calar e esperar.

Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre

A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo.”

Eduardo Galeano, autor da obra prima “As Veias Abertas da América Latina”, entre outros livros de sucesso, faleceu deixando um legado de resistência contra as ditaduras militares que, a partir dos anos 1960, sufocavam a consciência democrática na América do Sul.

Quando: De 22 a 24 de abril

Horário: Das 9; às 12:00 hs e das 18:00 às 22:00 hs.

Onde: Salão de Exposições -Bloco Branco

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 Em sequência à publicação de tópicos selecionados do livro  “Sonhar é Preciso – Comunidade e Política nos Tempos da Ditadura”, (Edifieo; 2008), esgotado, damos início, hoje, ao capítulo que me traz boas recordações da infância no Quilômetro Dezoito, bairro periférico típico de Osasco de meados do século passado:

 1 – TERTÚLIAS DOMINGUEIRAS

Minha família radicou-se no Quilômetro Dezoito, após a instalação de um modesto bar, inaugurado em sete de setembro de 1947. […] O Bar do Povo logo se transformaria no ponto de encontro de figuras da política, do sindicalismo, do movimento estudantil e da ação comunitária. Era para lá que convergia quem buscava foro democrático para discutir temas diversos e polêmicos. Elzo, meu irmão, que gerenciava o estabelecimento, organizava os eventos do bairro: corridas, pau-de-sebo e gincana na comemoração do dia da Pátria. No dia primeiro de maio promovia mini-maratona, o torneio de futebol entre gordos e magros. […] Tudo o que se passava na comunidade acabava inserido no pátio, na frente do Bar do Povo.

 Com o tempo, Elzo providenciou uma sala ao lado do bar onde a comunidade fazia suas reuniões. Todos os domingos a cena se repetia. Pela manhã, como se tivessem combinado horário e local, chegavam os vários grupos: sindicalistas sobraçando pacotes de “VOZ OPERÁRIA”; grupos de tendência conservadora folheando “O ESTADO DE SÃO PAULO”; alguns moradores que paravam e ouviam antes de entrar no bar.

A rotina era sempre a mesma. No início, os debates não tinham conotação ideológica. Havia os que se manifestavam em defesa da autonomia de Osasco e os que entendiam que o melhor era seguir na condição de distrito da capital […]. Quando o assunto era a política estadual, as opiniões se dividiam: Cantu era janista; a professora do bairro – dona Luzia – e meu compadre Antônio Dias Neto declaravam-se ademaristas. Nesse tempo, a dicotomia Jânio – Ademar concentrava as preferências do eleitorado do estado de São Paulo. No Dezoito, entre meus conhecidos, havia apenas dois juscelinistas declarados. Ambos eram mineiros. […]

Só depois de debaterem esses assuntos tidos como menores, a controvérsia se concentrava nas questões ideológicas. O tema que mais empolgava era a política internacional, com destaque para o confronto entre as superpotências – Estados Unidos e União Soviética – nos tempos da guerra fria.

Lembro-me que, certa manhã, a polêmica girou em torno do depoimento de um sindicalista muito estimado que acabava de retornar da União Soviética. Na visita participara de reuniões, de debates e de congressos. Certamente trazia novidades. Alguns dos presentes dispersos e desinteressados aproximaram-se atentos.

Instado a relatar o que vira durante a viagem, Conrado Del Papa avançou dois ou três passos […]

(continua na próxima terça-feira)

 

Na revoada semanal dos deputados rumo aos estados de origem, os temas dos projetos mais polêmicos da pauta da Câmara ganham interesse nas conversas e chegam a suscitar discussões apaixonadas. Na última quinta-feira as opiniões se dividiam. Havia os que se manifestavam a favor da ampliação da terceirização para as atividades fins das empresas e os que entendiam ser mais adequado manter o texto da lei atual que permite  a terceirização apenas para as atividades meio como, manutenção, segurança, limpeza e serviços afins.

Embora  o grupo seguisse dividido, os argumentos em favor da aprovação do projeto começavam ganhar força. Foi nesse momento que um deputado, contrário á proposta, perguntou como se sentiriam os nobres colegas se o comandante da aeronave em que voavam fosse terceirizado.

Não houve resposta. A discussão que prometia se prolongar até o fim da viajem foi encerrada abruptamente e ninguém mais tocou no assunto.

   Arte/música                            

 Virtuose da Ásia na Capital Federal

 

O Cazaquistão não é mais somente a República mais apreciada da antiga URSS por seu generoso desprendimento em renunciar ao seu gigantesco poder nuclear. Agora pode orgulhar-se, também, de ter entre seus nacionais uma artista que pode ombrear-se, e de fato se ombreia, às maiores e também aos melhores virtuoses de todos os tempos, na execução do violino, este instrumento mágico que como a Coca-Cola e o ácido acetil salicílico são absolutos “primus inter pares”. É difícil acreditar que para alguns iluminados o violino não tenha mistério, mas quem conheceu, ainda que por vias precárias, Paganini,  Sarazate,  Kreisler,  Heifetz, Stern e raros outros iniciados, é possível sim crer que há como domar aquele instrumento, objeto de monumental contraste entre sua singela morfologia e seus ilimitados recursos, seu poder de sedução e sua potencialidade infinita.

Essas qualidades puderam ser fartamente aferidas no dia 5, do corrente, quando a TV Senado brindou os seus telespectadores , no programa “Conversa de músico” com um recital, digno de um Domingo de Páscoa. Apresentou o Concerto para violino e orquestra em ré maior”, de Aram Khatchaturian, com a excelente virtuose Aiman Massakhayev, do Cazaquistão.  O programa foi gravado no teatro Pedro Calmon, de Brasília, com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob a regência do maestro português José Ferreira Lobo, especialmente convidado..

A Rússia é reconhecida universalmente, como a pátria de músicos exponenciais, assim os compositores como os intérpretes, sempre bafejados pelo sopro divino da arte em sua mais alta expressão. Pois Aiman Massakhayev que o vulgo ainda não conhecera, agora é conhecida como estrela de absoluta primeira grandeza no seleto firmamento não apenas da Comunidade dos Estados Independentes, mas em todos os quadrantes do globo. No concerto de Domingo de Páscoa, atacou a complicada obra de Khatchaturian com determinação de veterana, mostrando aquele sedutor atrevimento das mulheres russas, com agilidade digital e rigoroso senso de equilíbrio, num casamento de cordas e arco  que atingiu a perfeição.

O inspirado compositor armênio era e é temido por violinistas menos

dotados artísticamente, pois suas obras, com raríssimas exceções são complicadas e de difícil execução.  O emprego do violino em suas composições lembram as peças de Rimsky Korsakov, que apreciava criar climas sentimentais com longos solos daquele instrumento em suas obras.

O programa em foco também focalizou, em sua primeira parte, obras de Glinka, mas deste falaremos oportunamente.

Simples assim

Para os que não entendem e para os que se negam a entender, explico:

Nada estranho em que dona Dilma tenha ganhado  a eleição e perdido o respeito e a credibilidade. A avaliação de seu governo despencou para 13% de bom e ótimo e subiu para 62% de ruim e péssimo (Datafolha), porque, entre outras mentiras, a candidata jurou que a inflação estava sob controle, não havia necessidade do ajuste fiscal, não cortaria direitos previdenciários e trabalhistas, “nem que a vaca tussa.”

Quando o governo começou, o eleitor percebeu que fora vítima de estelionato político, e ninguém gosta de ser considerado idiota.

É simples assim.

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