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Se seguir crescendo na média anual da primeira metade desta década, (0,6 por cento), daqui a 120 anos a renda dos brasileiros se aproximará da dos espanhóis, de hoje. Repito, de hoje. (Folha de S. P. – 30/03/15; p.A4)

Na convenção do PSDB de Osasco, Isabela Gíglio despontou como sucessora política do pai. Foi homenageada com faixas e o direito de ser a única participante a discursar, além do deputado. A novidade suscitou especulações.

Sem título

Ao meu lado dois convencionais trocavam ideias:

– Será que ela vai ser candidata a prefeita ou a vice?

– Isso vai depender da improvável desistência do pai. Mas uma coisa me parece indiscutível

– Sim?

– Nova e importante carta acaba de ser inserida no baralho da sucessão.

Muito concorrida a convenção zonal do PSDB de Osasco. Cerca de mil militantes compareceram espontaneamente. Considerando o atual descrédito dos partidos políticos, só há uma explicação para o retumbante sucesso do evento. Osasco quer se ver livre das catastróficas administrações do PT. Ninguém aguenta mais o desrespeito à nossa família e o abandono da nossa cidade.

( continuação )

A cena mais curiosa que se passava entre os três ocorria quando Ferreira e Jaime se punham a discutir junto ao balcão do bar atraindo a atenção de Honório que se aproximava da porta, mas não entrava. Ficava em posição estratégica junto à soleira ouvindo a conversa, atentamente, pronto para a eventualidade de ser convidado a opinar. Mas só se manifestava se fosse convocado para intermediar a pendenga. Se não solicitassem sua interferência não se intrometia. Ouvia calado. Não tardava, porém, até que a controvérsia se tornava mais acirrada. Honório, chamado a opinar, tinha a resposta na ponta da língua. Pronunciava o veredicto de forma direta, doesse em quem doesse.

Mal concluía o julgamento era contestado e inquinado de faccioso. De árbitro decaía à condição de litigante. Envolvia-se na discussão, tomava partido e incendiava a disputa.Nessas ocasiões, ocorria o que eu procurava evitar a todo o custo. Queriam ouvir minha opinião. Eu tentava me esquivar, mas quando não era possível aceitava pacientemente o constrangimento que obedecia sempre o mesmo ritual. No começo, advertiam-me das restrições à validade do meu julgamento. Começavam por me alertar de minhas limitações:

— Vamos ver o que tem a dizer o rapaz… (O termo rapaz era enfatizado para desqualificar-me a intervenção).

— Deve ter algum conhecimento. Afinal, não há de ser só para lustrar a carteira que vai à universidade.

“Algum conhecimento”, “lustrar a carteira” pensava eu sentindo-me acuado e desprezível.

Reticente e respondendo com evasivas, nem sempre conseguia me manter neutro como era meu desejo. Quando não era possível me omitir, já se sabia, antecipadamente, a reação dos contendores. Quem se sentisse vitorioso proclamava com empáfia:

— Não falei? Canso de repetir, mas esses dois teimosos são incapazes de compreender.

As partes que se julgavam prejudicadas – sempre havia duas nessas condições – se voltavam contra mim. Perguntavam  o que me ensinavam na escola antes da clássica conclusão: quando digo que a educação, neste país vai de mal a pior…

A verdade é que, a despeito da intervenção de quem quer que se atrevesse a intermediar a contenda, os litigantes nunca chegavam ao consenso. Apelavam, então, ao derradeiro recurso. Sem parar de discutir, seguiam na direção da barbearia, distante cerca de vinte metros. Jaime, mais jovem e mais afoito, ia à frente seguido de Honório e de Ferreira que, mais lerdo porém mais agressivo, provocava:

— Vamos consultar o pai dos burros, pipoca. Quero ver, então, qual será a desculpa dos sabichões.

No modesto salão do barbeiro, de cerca de quatro metros de frente por seis de fundo, os contendores compulsavam pilhas de livros que Honório tinha sempre à mão para pesquisa. Abriam e folheavam o dicionário, os livros de humanidades, conforme o tema da discórdia. Liam, reliam, argumentavam e seguiam na polêmica interminável.

Rivais apaixonados, o que fazia dos três litigantes amigos inseparáveis? Como eram? Como pensavam?…

*Tópicos do liro Sonhar é Preciso – Edifieo; 2008, esgotado

(Continua)

DO OUTRO LADO DO OCEANO: A DEPRECIAÇÃO CAMBIAL (1)

Aguinaldo Francisco Mukisi

Há pelo menos quatro meses que as coisas estão feias em Angola. Os preços i. nternacionais do ouro negro (petróleo) estão, a cada dia, mais baixos e, para piorar ainda mais essa situação, a moeda local, o Kuanza, está se depreciando rapidamente frente ao Dólar americano, fato que tem levado a um aumento do pessimismo no mercado interno.

Para quem não sabe, Angola é o maior produtor de petróleo da África Subsaariana, ficando atrás da Nigéria apenas. E, em função de sua grande dependência das exportações desse líquido extremamente precioso, que ao mesmo tempo parece ser sua maior doença, a queda significativa de preços que vem se registrando no mercado internacional, desde junho do ano passado, tem acarretado consequências significativas para o país, não só em termos de arrecadação de receitas para o Orçamento Geral do Estado angolano – OGE, mas, como também, está na origem da depreciação “vertiginosa” da moeda local, que se observa desde então.

 

O petróleo é considerado uma commodity e, como todas as outras, possui seu preço negociado em bolsas internacionais. Assim, está submetido à lei básica da economia: seu preço varia em função da demanda e oferta. Isso significa que quando, mantendo-se o resto constante – essa afirmação vale para ambos os exemplos -, a demanda aumenta,o preço tende a subir.E se foraoferta, quando esta aumentar, o preço tende a cair (o inverso, para os dois exemplos, também é verdadeiro), o que permite equilibrar o mercado.Como afirmado, desde junho de 2014 os preços internacionais do petróleo têm se depreciado, de lá pra cá (até Março) o preço já depreciou 50,48%.

Como referenciado, o país é altamente dependente das exportações do ouro negro/petróleo e se pode constatar isso olhando para o peso deste na economia nacional. Ele, o petróleo, representa atualmente mais de 90% das exportações do país, mais de 2/3 das receitas fiscais totais, para além de representar cerca da metade do Produto Interno Bruto do país – PIB.

O que isso significa? Significa que o país respira conforme os preços e produção do petróleo vão variando. Em outras palavras, a “queda” dos preços do petróleo tem feito com que Angola respire com dificuldades acrescidas. Para além da predominância da “famosa” doença Holandesa, ou maldição dos recursos naturais, isto é quando um país tem um produto abundante e de grande significado econômico, acaba “expulsando” – dificultando o desenvolvimento – de outras indústrias, o país apresenta um dos índices de corrupção mais elevados do planeta; a riqueza proveniente desse recurso beneficia a poucos.

 

Aguinaldo Francisco Mukisi, angolano, administrador de empresas pelo UNIFIEO, Pós-Graduando em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA/FEA – USP e Consultor Empresarial. É membro do Grupo de Estudos de Comércio Exterior e Relações Internacionais do UNIFIEO – GECEU.

Emidio  “Quando o PT pode achar que sua situação melhorou, inventa uma nova encrenca. O presidente do diretório paulista, comissário Emídio Souza, quer ir à Justiça para apreender os cartazes de “Procurados”, com retratos de Lula e da doutora Dilma. Grande ideia. Quem tiver uma impressora poderá fabricar seus cartazes, assim como quem tem uma panela consegue fazer barulho.” Elio Gaspari; (Folha de S. P. 10/05/2015) p. A9

A senhora que me acompanha na leitura deste blog, não deve se surpreender se o ex-prefeito de Osasco decidir recorrer à Justiça para confiscar suas panelas com o intuito de coibir os panelaços. Nós, os osasquenses, que temos sido vítimas de suas ideias luminosas, sabemos do que o homem é capaz.

Quem imaginou já ter visto tudo em matéria de audácia, corrupção e organização criminosa para assaltar os cofres públicos, depois do mensalão e do petrolão, vai se surpreender com o rombo nos Fundos de Pensão das Estatais. O mais revoltante é que as vítimas dos negócios que levaram os fundos bilionários ao buraco, são os 3,257 milhões de trabalhadores que se sacrificaram investindo parte de seu salário na esperança de uma aposentadoria digna.

Os trabalhadores lesados, em pânico, temem pelos incalculáveis prejuízos que os ameaçam. Vamos vigiar para que a CPI do Senado resista à pressão e vá fundo nas investigações.

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