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Guaçu Piteri – Entrevistado

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Guaçu Piteri é mestre em sociologia pela Universidade de Cornell – New York, Estados Unidos e engenheiro agrônomo pela Universidade de São Paulo. Sua vocação política manifestou-se na juventude. Foi presidente do Centro Acadêmico vice-presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo.

 Foi prefeito de Osasco em dois mandatos, deputado estadual, deputado federal,  líder de bancada, fundador e dirigente do MDB da resistência. Nos vinte e um anos da ditadura, militou nas fileiras da oposição democrática. Foi diretor da Ceagesp e Superintendente na Sabesp, antes de se dedicar ao magistério (professor do Unifieo), hoje sua atividade principal.

Livros:

– Sonhar é Preciso – Comunidade e Política nos Tempos da Ditadura; Edifieo; 2008. 550 p.

– Blog do GUAÇU PITERI 5 Anos Sem Fronteiras; Edifieo; 2014. 257 p.

“Mostrar que o dia a dia das pessoas e dos acontecimentos é um bom roteiro para acompanhar a dinâmica do processo social.  O blog é o meio adequado para essa tarefa.”

Boa Leitura!

Divulga Escritor – Escritor Guaçu Piteri, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos o que o motivou a ter gosto pela arte da escrita?

Guaçu Piteri – Escrever é um sonho da juventude que se concretizou na maturidade.  Comecei escrever depois de me convencer que era tempo de passar adiante minha experiência.

Divulga Escritor – Em que momento surgiu o Blog Guaçu Piteri?

Guaçu Piteri – Depois da publicação do meu primeiro livro, um amigo me intimou: “Você precisa de um blog.” Confesso que, num primeiro momento, a ideia não me entusiasmou. Hoje reconheço que valeu a pena. O endereço do blog, que é um espaço para todos, é https://guacu.wordpress.com/

Divulga Escritor – Que temas são abordados no Blog?

Guaçu Piteri – Assuntos gerais: Política; Cotidiano; Crônicas Sustentabilidade, Família… De preferência textos curtos e em linguagem acessível.

Divulga Escritor – Em que momento se sentiu preparado para publicar o livro “Guaçu Piteri – 5 anos Sem Fronteiras”?

Guaçu Piteri – Quando tive o alcance de compreender que as pessoas podem se transformar em personagens e os temas mais simples podem despertar o interesse do leitor.

Divulga Escritor – São 5 anos de publicações no Blog, quais os critérios utilizados para seleção dos textos que compõe o livro?

Guaçu Piteri – Esse foi o maior desafio. Como havia muitos textos aprovados pelo editor, o critério foi priorizar as questões atuais, mantido o nível do debate e longe de exageros de qualquer ordem.

Divulga Escritor – Qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor através dos textos que compõe a obra?

Guaçu Piteri – Mostrar que o dia a dia das pessoas e dos acontecimentos é um bom roteiro para acompanhar a dinâmica do processo social.  O blog é o meio adequado para essa tarefa.

Divulga Escritor – Onde podemos comprar o livro?

Guaçu Piteri – Além da própria editora, na livraria Book Stop, que fica no Osasco Plaza Shopping e no site Submarino.

http://www.submarino.com.br/produto/120731300/livro-blog-do-guacu-piteri-5-anos-sem-fronteiras

Divulga Escritor – Quais os principais hobbies do escritor Guaçu Piteri?

Guaçu Piteri – Leitura e jardinagem.

Divulga Escritor – Como você vê o mercado literário brasileiro?

Guaçu Piteri – Apesar do advento do livro eletrônico e da intensificação do uso da Internet, parece-me que nunca se leu tanto, uma vez que os meios de acesso à cultura estão democratizados. Então, ao menos no plano editorial, deve-se atentar para a produção oferecida pelas editoras, com obras que fujam do senso comum e façam as pessoas refletirem. A EdiFIEO, que publicou meus dois trabalhos, tem esse compromisso, entre tantas outras casas, é verdade.

Divulga Escritor – Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Guaçu Piteri. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Conte-nos em sua opinião o que cada leitor pode fazer para ajudar a vencermos os desafios encontrados no mercado literário brasileiro?

Guaçu Piteri – Divulgar a leitura no seu meio, em especial entre as crianças e os jovens.  Enfatizar a importância da leitura como lazer. Agradeço imensamente pela oportunidade.

Divulgação: Divulga Escritor

Email: smccomunicacao@hotmail.com

Site: http://www.divulgaescritor.com/

Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/guacu-piteri-entrevistado/

A sessão era pirata… Tinha que acontecer na calada da noite. O golpe estava em marcha. Furiosa, a bancada da bala comandava as ações no plenário. A votação anterior, realizada havia apenas dois dias, fora contrária à proposta de redução da maioridade penal. O resultado não agradou ao ditador… Ops, ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Sempre que o resultado contraria a vontade ou os interesses de sua majestade… Ops, de sua excelência, ele estende o tapetão e resolve à sua maneira. Não deu outra. Soberano, armou o circo e, ao arrepio da Constituição, do bom senso e da lógica do processo democrático, deu início à pantomina… Ops, à sessão.

Passava da meia noite quando o orador, na tribuna, vociferou:
“Os direitos humanos são para os humanos direitos”.
Deus seja louvado e nos livre da barbárie. Será que a alma penada, do sinistro “Inquisidor General”, Tomás Torquemada, ronda a Câmara, nas madrugadas de arbítrio e obscurantismo? Será que o deputado pretende retroceder às fogueiras da Idade Média? Na sua interpretação maniqueísta dos Direitos Humanos, o orador, foi além. Considera-se “humano direito”. Mas, será que é?
Vejamos o que nos revela sua folha corrida… Ops, sua biografia:
Anos atrás foi conduzido, algemado, ao cárcere da Polícia Federal. Ele mesmo, o falastrão, que, sem abandonar a costumeira arrogância, teve a cara de pau de reclamar da comida dos presos:
“Nem meus cachorros comem essa quentinha.”
Não creiam que é só: “Em ações na Justiça a Promotoria aponta que US$ 344 milhões foram desviados das obras (…) durante a gestão de Paulo Maluf (1963-1966) na prefeitura paulistana e nos dois anos seguintes.” (Folha de São Paulo; 14/02/15; P. A7.) Na mesma reportagem, o jornal destaca: As instituições financeiras, Citibank (USA) e UBS (Suiça), fecharam acordo com o Ministério Público e a Prefeitura para pagamento de indenizações no valor de “… 71 milhões de reais, por terem sido usadas para movimentar quantias que, segundo a Promotoria, foram desviadas pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP)”. (Folha de S.P; 14/02 ; p A7).”
Ademais, condenado pela Justiça dos Estados Unidos, está na lista dos procurados pela Interpol. No exterior ele não tem imunidades. Se puser os pés fora do Brasil, vai em cana.

Qmaluf_wanted_interpoluantas crianças foram empurradas para o crime porque os “humanos direitos”, ou seja, os cidadãos que se dizem honrados, lhes negam justiça e oportunidades? Quantos adolescentes teriam sido salvos, se os bilhões desviados por corruptores, corruptos e doleiros tivessem sido aplicados na educação, na saúde, na geração de emprego? Por que tamanha hipocrisia se, sabemos todos, que nossa sociedade fracassou na abordagem dessa questão fundamental, arruinando o presente e comprometendo o futuro? Até quando vamos perseverar na cultura da ganância, do medo e do ódio?
Afinal, o que prometemos às futuras gerações, senão a iniquidade, a violência e a escola do crime e do horror nas prisões brasileiras?…
É possível virar esse jogo? Podem a esperança e a fraternidade substituírem a descrença e a vingança?
Os ensinamentos do Papa Francisco chegam em boa hora:
“Queremos uma mudança de estruturas. Este sistema já não se aguenta. Trabalhadores, comunidades e os povos, tampouco o aguentam.”
P.S. Leia mais no post “Procurados” de J. C. S. Hungria; 22/03/15)

Emídio se julga ladino.  Acredita que uma carreira política pode ser construída, apesar da incompetência administrativa e do desprezo de valores éticos e republicanos. Nos seus oito anos de (des)governo, na prefeitura, deitou e rolou. Deu no que deu.

5189392_lula_e_collor_brasil_317_399Por irregularidades, o Tribunal de contas do Estado reprovou sete de suas oito contas anuais. Fato inédito. Mas a Câmara de Osasco, por dezessete votos dos vereadores do PT e aliados, contra três da oposição ( André, Bognar e De Paula), livrou Emídio de processos de inelegibilidade. Assim o ex-prefeito, por enquanto, segue ficha limpa, na companhia de Maluf, Collor, Sarney e outros recentes aliados do PT. Eles se merecem.

Lula e Collor agora são amigos.

 

 

 

 

 

Demorou, mas aconteceu. As empresas, integrantes do “Clube das Empreiteiras” – cartel criado para saquear a Petrobras, estão esperneando. Querem se livrar da Lei Anticorrupção que prevê a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas, pela prática de atos lesivos ao interesse público. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, comprou a briga das empreiteiras: Manifestou-se em desacordo com o despacho do Juiz Sergio Moro, que alertou para o risco da “reiteração das práticas corruptas” se as empreiteiras investigadas firmarem contratos com o governo, no milionário programa de concessões. “O ministro discorda e “… defende empesas da Lava Jato em licitações.”Folha 21/06; P. A10). A cumplicidade do governo é o preço cobrado pelos executivos das empreiteiras para manterem o silêncio. Não é à toa que depois da prisão dos chefões da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, instalou-se o pânico em Brasília. A ameaça de Emílio Odebrecht, afirmando que, se o filho, Marcelo, fosse preso, teriam que arrumar mais três celas: “Uma para mim, outra para o Lula e outra, ainda, para a Dilma,” teve o efeito de tsunami.  CGU  e ministros, aceleraram  as providências para assumir o compromisso de leniência com as empreiteiras envolvidas no escândalo. PT e Dilma estão no olho do vulcão… Lula pôs a barba de molho.

Religião e Política 

Aos sábados à tarde, quando a barbearia era mais frequentada, Honório discorria a respeito de religião e política. Ao final do discurso, sempre atacava o catolicismo. Eu como católico, me sentia ofendido e revoltado.

Lembro-me bem do argumento que me deixava mais perplexo. Aludindo a um sociólogo alemão, de renome, apressava-se em dividir o mundo cristão em dois pólos: de um lado os países protestantes que eram desenvolvidos; do outro, os católicos, atrasados. Formulada a relação de causa e efeito entre a variável independente —religião— e a dependente —desenvolvimento econômico–– citava alguns exemplos convincentes. Na Europa, a guisa de referência, destacava os países protestantes, de um lado, e os católicos do outro. Citava sempre, entre os primeiros, a Inglaterra e a Alemanha, e entre os últimos, a Espanha de Franco e Portugal de Salazar. Nem sequer fazia a ressalva de que os países da Península Ibérica estavam mergulhados nas mais retrógradas ditaduras fascistas.

Mas não era só. Na América, repetia-se o fenômeno. Estados Unidos e Canadá ao norte do Rio Grande, em contraste com a América Latina. Também sob esse aspecto não se lembrava de mencionar Quebec, província canadense católica de origem francesa. Mas sua conclusão era definitiva. Quem poderia duvidar da superioridade da cultura anglo-saxônica de tradição religiosa, fundamentada no “protestantismo”?

Eu, que já me sentia ofendido nos meus brios de católico, tinha agora que suportar a humilhação da inferioridade da minha cultura.

Minha vontade era reagir. Queria responder que há culturas diferentes, mas o conceito largamente difundido de que umas são superiores e outras inferiores é refutado pela ciência. Quanto ao desenvolvimento econômico e ao progresso social, eu pretendia contestar enfatizando que há países de maioria católica, como a França, a Bélgica, a Itália e tantos outros que são ricos, socialmente avançados e tecnologicamente desenvolvidos. Desejava, por fim, acrescentar que as teorias reducionistas não encontravam fundamento na ciência. A vida social é muito complexa para ser interpretada à luz de uma única variável ou mesmo de apenas uma categoria delas. Somente a abordagem multicausal é aceita como fonte científica do estudo da sociedade.

Mas eu —pobre de mim— de onde iria tirar, nessa época, argumentos e coragem necessários para me manifestar em legítima defesa de minha herança latina e de minha religião católica.

Com o tempo, com muita leitura e muito estudo, cheguei ao alcance de compreender que as idéias, enfaticamente expostas pelo barbeiro Honório vertiam da interpretação superficial e reducionista do clássico de Max Weber “A Ética do Protestantismo e o Espírito do Capitalismo”. O incentivo à poupança com a condenação do consumismo; a crença no sucesso pessoal e na competição; a dedicação ao trabalho como fonte de salvação continuam sendo os valores da moral calvinista, associados ao desempenho da burguesia nos primórdios do capitalismo. Entretanto, esse conjunto de valores não explica, em sua amplitude e profundidade, o todo complexo das relações sociais, econômicas e culturais da sociedade.

No entanto, apesar dessas contrariedades, eu devotava ao velho barbeiro sincera admiração e, nos horários em que não havia fregueses em sua barbearia, eu me aproximava para ouvir seus conselhos a respeito da importância da educação e da honestidade nas relações interpessoais. Suas sábias lições me serviam de inspiração para prosseguir os estudos e para reforçar a crença nos princípios da solidariedade, da justiça e da ética.

Do livro Sonhar é Preciso – Comunidade e Política nos Tempos da Ditadura; Guaçu Piteri – Edifieo – Osasco

(continua)

A Câmara de Osasco votou esta semana parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que recomenda a rejeição das contas de Emídio.
Não deu outra. Com exceção de André, Bognar e De Paula, (PSDB), os vereadores (PT e aliados) decidiram pela absolvição do ex-prefeito. É a sétima vez que a farsa se repete, sempre com a mesma proporção de votos (17 a 3). As irregularidades apontadas pelo TCE são ignoradas, a sujeira vai para baixo do tapete e Emídio escapa, de novo, do processo de inelegibilidade.

Já é tempo de Osasco se unir em defesa dos princípios da ética e da justiça, repelindo a ditadura do PT que,  embora derrotado nas urnas, instalou-se no poder.

Joaquim Levy sabe que tem Dilma na palma da mão. Goste ou não goste – e não há dúvida de que a segunda alternativa é a verdadeira – a presidente é obrigada a mantê-lo no comando da economia, por imposição do mercado financeiro.

Os políticos do PT fazem muxoxo e alguns discursos de protesto para agrado dos “companheiros da base”, mas, no fim, se rendem. Tudo jogo de cena. Nada que possa comprometer o protagonismo do Ministro da Fazenda e o processo de terceirização do poder.

Os mais descontentes devem estar se lembrando de Zagalo:

“Vocês vão ter que me engolir”.

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