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Qual a razão do espanto com a publicação das conversas do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com figurões do PMDB? Alguém duvida que, Lula, Dilma, Temer, ministros, congressistas estrelados e pesos pesados das mega empreiteiras têm interesse em  desestruturar a operação Lava Jato? A lógica é de fácil compreensão, ou seja, até ao episódio do impeachment, todos participavam do consórcio que promoveu os malfeitos, saqueou o erário e precipitou o Brasil na maior crise da História. Todos, portanto, colocaram-se na mira do juiz Sérgio Moro. Especula-se, agora, na imprensa e na rede, que as denúncias dando conta de que a posição do PMDB, contrária à Lava Jato, legitima a tese do “golpe” defendida pelo petismo. Essa ilação é esdrúxula, extemporânea e fora de contexto, pela simples constatação de que – a exemplo do PMDB – Dilma e Lula engajaram o seu governo e o seu partido no mais descarado dos processo de desestabilização da Lava Jato.

A conclusão é simples: Na guerra pelo poder PT e PMDB se confrontam ferozmente. Mas, na operação salve-se quem puder, se uniram para derrotar Sérgio Moro… E perderam.

última formatura 4“Somos a última turma desta Instituição que infelizmente encerrou

suas atividades neste ano, mas somos parte da história. E isso, nos

enche de orgulho e ninguém poderá nos tirar.” *

Olhando as fotos da derradeira formatura das nossas faculdades, duas lembranças me vêm à memória, ou melhor, três:

A primeira é de consternação pelo encerramento das atividades da FAC-FITO – uma entre as muitas devastadoras ações do (des)governo do PT.

A segunda é de homenagem aos professores que, embora  humilhados e esbulhados em seus mais sagrados direitos , nunca deixaram  de exercer  com  devoção e profissionalismo a nobre missão do seu ofício.última formatura 5

A terceira é de congratulações com os formandos que protagonizaram, com honra e dignidade, a dolorosa narrativa de encerrar a trajetória da mais gloriosa de todas as criações do povo de Osasco.

Parabéns meus queridos alunos. Sejam felizes!

 

 

 

Deodato, coordenador estadual do partido, não poderia ter sido mais direto:

– Rafael, leva essa nominata da nova Comissão Provisória de Osasco ao cartório eleitoral para registro. Preciso dessa providência hoje, sem falta.

– Não dá para mandar um funcionário?

– Não. Tem que ser o presidente municipal. É exigência do TSE.

Rafael, o jovem dirigente partidário, tinha trauma de enfrentar a prepotência e o desprezo de burocratas das repartições federais que se consideram patrões dos contribuintes que lhes pagam os salários.  Mas, como não havia alternativa, dirigiu-se à rua Padre Damásio, na esquina da Primitiva.

Chegou, tomou seu lugar  no fim da fila e, pacientemente, esperou sua vez.

– Bom dia. Eu sou o presidente da Comissão Provisória do meu partido e vim em busca da senha de acesso à Justiça Eleitoral.

Na sala, dois estagiários do CIEE e duas funcionárias:

A morena, idosa, levantou os olhos do teclado e deu a impressão de que não sabia o que responder. Sua colega, jovem, loira, arrogante, aproximou-se e disparou:

– Não é aqui.

– Aonde poderia ser, perguntou Rafael.

– Você já foi ao TRE?

– Não. Na verdade …

– Por quê não foi?

– Bem, senhora, é que me mandaram vir aqui…

A funcionária deu-lhe as costas e, antes de desaparecer numa sala interna, sentenciou:

–  Você não pode ficar aqui dentro. Rafael entendeu o sentido da frase que, aos seus ouvidos soou como “assunto encerrado, ponha-se daqui pra fora”

Humilhado, vencido e enredado no roteiro kafkiano que se delineava, resolveu telefonar para a secretária do Diretório Estadual para pedir orientação. Enquanto ligava, ocorreu-lhe a ideia de aplicar o velho golpe da carteirada. Não teve dúvida, em voz alta para que todos na sala pudessem ouvi-lo, saiu-se com essa:

“Alô, deputado, eu estou no cartório eleitoral conforme determinação de Vossa Excelência. Os funcionários estão me informando que não é aqui.”

A secretária do partido na outra ponta da linha, perplexa, não sabia o que responder.

(“Como?… Quem está falando?… Eu não estou entendendo…”)

“Então é isso mesmo, né deputado?” – continuou Rafael. “Ah!… Sei!… Vossa Excelência tem certeza. É aqui no cartório onde eu estou.”

Os funcionários, em pânico, retornaram aos seus postos. O chefe, até então recluso numa sala interna, apareceu, e, de imediato, sentou-se ao computador. Em menos de cinco minutos o documento estava disponível.

Antes de se retirar, Rafael simulou  outro telefonema:

“Jair, avisa a militância que o Senador me telefonou de Brasília confirmando a  presença na nossa reunião hoje à noite. Eu quero casa cheia…”

(“Senador?…Hoje?… É pegadinha, colega?”)

Com um sorriso, Rafael desligou o telefone, encarou uma funcionária, a loira arrogante, e comentou:

“O que mais me emociona é a propaganda do TSE: ‘Justiça Eleitoral é a Justiça da Democracia'”. Pode?

 

 

emidio“A Justiça decretou o bloqueio dos bens e a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente estadual do PT Emídio Pereira de Souza em ação de improbidade. Segundo a ação, o petista firmou convênio sem licitação com o Instituto Cidad, em 2010, no valor de R$ 1,5 milhão, quando exercia o mandato de prefeito do município de Osasco, na Grande São Paulo. A decisão é do juiz José Tadeu Pícolo Zanoni. Ele avalia que a Promotoria aponta ‘fatos graves que, realmente, justifica a concessão das medidas’.  A ordem datada de 7 de março, atinge o montante de R$ 4,2 milhões, conforme pedido da Promotoria e alcança solidariamente o petista e outros doze investigados, entre pessoas físicas e jurídicas” (…) Jornal O ESTADO de SÃO PAULO, 11/03/2016. Leia mais em politica.estadao.com.br

 

Depois de dar ao leitor o merecido descanso de cerca de dois meses, período em que me dediquei à conclusão do novo livro a ser publicado, em breve, pela Edifieo, retorno ao blog http://www.guacu.wordpress.com, imbuído da paixão, da franqueza e da coragem de sempre. O compromisso que, ao longo do tempo, conferiu credibilidade a este espaço, segue inalterado. Como destacou o ex-governador Alberto Goldman no prefácio do meu novo livro: “Guaçu não concilia, não tergiversa, não alivia as barbaridades cometidas pelos atuais governantes da Nação. Nem mesmo pelos atuais dirigentes de seu município, Osasco.” Leia mais no blog

Aos que me acompanham na leitura deste blog porque concordam com o que escrevo e aos que seguem comigo,  embora discordem, comunico que continuo inspirado na frase “”Sem Ódio e sem Medo”, do “Pacto de Moncloa” – o grande acordo que, depois de 35 anos da sangrenta ditadura de Franco – devolveu  à  Espanha a sonhada Democracia. Tenho consciência de que não é fácil vencer a tutela desses dois sentimentos (o ódio e o medo), que  escravizam a vontade humana. Mas, para cumprir a missão de lealdade aos princípios deste blog, seguirei no firme propósito de superá-los, custe o que custar.

J. C. S. HUNGRIA*

“RUY CASTRO

– 16/03/2016  02h00

RIO DE JANEIRO Os presidentes não precisam ser eruditos. Mas, na República Velha, o Brasil teve um: Washington Luiz, historiador, autor de livros e ensaios. Rodrigues Alves e Afonso Pena também eram homens cultos. Já o marechal Hermes da Fonseca era famoso pela burrice, e só. Com a Monarquia ainda na memória, todos os presidentes daquela época buscavam uma postura que lembrasse a do imperador recém-derrubado, ereta e digna.

Getúlio e Dutra eram austeros; Juscelino, exuberante; e Jango, tímido. Mas não se conhece uma frase deles que não pudesse ser lida por senhoras no café da manhã. E Janio, sempre três uísques à frente da humanidade, nunca errou uma mesóclise.

Castello Branco achava-se um intelectual, fazia citações em francês. Costa e Silva era grosso, mas sóbrio. Médici tinha a profundidade de um manequim de vitrine. Geisel amarrava a cara para não ter de falar. Figueiredo, sim, deixou frases para a história (“Prefiro o cheiro de cavalo ao cheiro de povo”), mas que só chocavam pelo conteúdo. E Sarney, Collor e FHC eram bons de verbo e divergiam apenas na maneira de mentir – com sinceridade ou cinismo.

Lula, por sua vez, transferiu a Presidência para o mictório do botequim. Em 2004, ao ouvir de um assessor que a Constituição o proibia de expulsar um jornalista estrangeiro, ejaculou, “Foda-se a Constituição!”. O único a registrar a frase foi o repórter Ricardo Noblat, em seu blog. Não era algo a sair em letra de forma. Mas, hoje, como um ex-presidente em tempos mais liberais, Lula pode exercer seu estilo.

Está “de saco cheio” quanto a perguntas sobre “a porra” do seu tríplex que não é dele. A história do pedalinho é uma “sacanagem homérica”. “Ninguém nasce com ‘Eu sou um filho-da-puta’ carimbado na testa”. E eles que “enfiem no cu tudo o processo”. O estilo é o homem. Perdão, leitores.”

Enviado para publicação por J. C. S. HUNGRIA*

 

Quem acompanha os desdobramentos da operação Lava Jato já deve ter percebido que as empreiteiras do cartel que se especializou em assaltar os cofres do governo federal, não estão nem aí com as cifras das multas e dos milhões (ou bilhões?) que, mediante acordos de leniência, se prontificam a devolver. Por astronômicas que possam ser – e são – essas cifras não passam de migalhas quando comparadas ao dinheiro surripiado. O que as empresas temem é o risco de serem consideradas  “ficha suja”, o que implica proibição de firmar contratos com os órgãos governamentais. A MP 703 editada pela presidente altera dispositivo da lei anticorrupção com a clara finalidade de livrá-las desse risco. A pessoa jurídica volta a ser isentada de responsabilidade pela roubalheira. Assim, retrocedemos ao roteiro já conhecido. Os funcionários e executivos, coniventes com o malfeito praticado pela empresa, serão responsabilizados e passarão pelos constrangimentos próprios do risco dos negócios ilícitos que assumiram, cumprindo ordem superior, mas poderão dormir sossegados. Com a proteção dos poderosos conglomerados empresariais a que servem, terão a garantia de boa vida e os benefícios da impunidade. Entre esses atores – pessoas jurídicas e físicas, ou se preferirem, patrões e “laranjas” – há perfeita sintonia e convergência de interesses. Cada qual seguirá desempenhando seu papel, ciente das vantagens de permanecerem juntos, seja na planície ou na cumeada.

Depois da edição dessa Medida Provisória, ninguém mais tem o direito de duvidar que o governo segue tolerante à simbiótica associação criminosa de corruptores e corruptos que se organizaram para estruturar o audacioso esquema de roubalheira que se alastrou pelos vários órgãos do governo federal. O mais revoltante é que a presidente, ainda uma vez, abusou da boa fé dos brasileiros que comemoraram a lei anticorrupção que ela mesma havia sancionado alardeando que o objetivo era promover a moralização das relações público-privadas.

Neste país do faz de conta aproxima-se o carnaval. Não há época mais propícia para fazer da galhofa a revolta popular. Com a edição da MP 703, Dona Dilma deixou cair a máscara. Ganhou o direito de desfilar na comissão de frente das escolas de samba, ao lado dos pesos pesados das empreiteiras denunciadas na operação Lava Jato. E, para quem, como eu,  acreditou que a lei anticorrupção era para valer, resta um consolo. Pode sair nos blocos carnavalescos ostentando o nariz de palhaço. Mas, quer um conselho, caro leitor?  Não perca tempo… Corra em busca do seu, porque, no Brasil de hoje, esse adereço é muito procurado. Por precaução eu já encomendei o meu…

 

 

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