Feeds:
Posts
Comentários

Carlos Heitor Cony dá início à sua polêmica crônica deste domingo no jornal Folha de São Paulo, citando uma frase de Carlos Lacerda: “Somos um povo honrado, governado por ladrões.” ( p. A2; opinião). A seguir, o colunista se arrisca a algumas provocações (…). “De minha parte, não considero o povo brasileiro tão honrado assim”, e, tenta explicar que, embora as exceções sejam poucas, o povo insiste em mandar para o legislativo alguns políticos escandalosamente corruptos. Nesse ponto, atrevo-me a pedir licença a Cony para meter minha colher no seu explosivo angu. Começo, por precaução, a comer pelas beiradas. Não tenho dúvida em concordar com o mestre quanto às suas provocações, mas discordo em atribuir ao povo a responsabilidade pela eleição de corruptos notórios. Cometer essa injustiça é desconhecer as influências do poder político, econômico e, em especial, os trambiques da eleição. Entretanto, essa é outra história que depende de uma radical reforma política.

Anúncios

O Brasil tem suas esquisitices… É o país da jabuticaba, da tomada de três furos e do foro privilegiado. Chega ou quer mais?

” …Rubens Pignatari tem uma opinião que encontra consenso: O marco inicial de toda a efervescência cultural da região de Osasco foi a Primeira Festa Popular da Música realizada em maio de 1968. No período agudo da repressão que precedeu à edição do AI-5 a iniciativa patrocinada pela prefeitura alcançou enorme repercussão. A intensa mobilização em torno das 121 músicas inscritas reuniu centenas de artistas. Compositores, músicos, diretores, produtores, envolveram-se no evento e participaram ativamente de sua realização.

A presença do público e o prestígio alcançado junto à imprensa despertaram nos jovens o interesse pelas artes. De fato, numa seqüência interminável as atividades culturais se multiplicavam e os grupos engajados proliferavam em todas as áreas. Mara Danusa, em sua coluna no Diário de Osasco escreveu: ‘A ação política dava-se sob as mais diversas formas (…) grupos de teatro, cine clubes, conferências, festivais de música e poesia, marcados por um intenso conteúdo político, (2004)'”. Do livro Sonhar É Preciso – Comunidade e Política nos Tempos da Ditadura – Guaçu Piteri; Edifieo (2008)

Platéia no encerramento da primeira festa popular da música, 1968

 

 

 

 

Wilson Marson

Tenho acompanhado com grande interesse e admiração o precioso trabalho de resgate da História de Osasco realizado pelo ammigo Hagope. Dia desses, uma internauta fez um pedido para que fossem publicadas fotos de Wilson Marson – um dos principais protagonistas da inesquecível “Primeira Festa Popular da Música” – para que os netos do talentoso compositor e intérprete pudessem se orgulhar do avô. Eu me sensibilizei com o apelo e resolvi, transcrever um post do meu livro “Blog do Guaçu Piteri – 5 anos sem fronteiras”; (p. 200). Com toda certeza, o que escrevi não tem o poder das imagens do acervo “Hagope garagem” mas expressa o sentimento de um testemunho sincero. Veja como ficou:
“Ontem, logo cedo, fui me despedir de um dos mais talentosos artistas da geração de ouro que começou sua trajetória, em Osasco, nos anos 1960. Prefeito, tive oportunidade de conhecê-lo na Primeira Festa Popular da Música patrocinada pela Prefeitura, em 1968. Lembro-me que foi premiado com a composição “Tema para um Soldadinho Gente”, cujo refrão empolgou a platéia que lotava o anfiteatro do Colégio N. S. da Misericórdia: ‘Eu não vou falar de paz eu vou falar de guerra/ até que chegue o dia da verdade

hagope

sobre a Terra’. Wilson Marson de Sousa que morreu aos 63 anos deixou uma obra extensa e variada. Vamos lembrar apenas alguns versos de outra letra, essa romântica, do festejado músico: “Marquei em vermelho no meu calendário; o teu aniversário pra não esquecer… ” Marson destacou-se nos tempos difíceis da repressão em que, em Osasco, a juventude idealista e rebelde não pedia licença para se dedicar à arte e cantar a liberdade.”

A convite do Hagope compareci, ontem, no concurso de Miss Osasco. Foi mais uma oportunidade de cumprimentar o amigo pelo criterioso e incansável trabalho de divulgação da cultura e da História de Osasco.

 

No julgamento da chapa Dilma – Temer por abuso do poder econômico e político, o TSE desperdiçou a oportunidade histórica de demonstrar que é necessário. Não haverá outra igual. Depois das provas irrefutáveis e do voto irretocável do relator, os ministros se sucederam em longos e indignados protestos contra a corrupção e os crimes cometidos mas, ao final, decidiram absolver Dilma e Temer. O Tribunal apequenou-se e deixou clara sua submissão aos poderosos. A pergunta que resta é simples: Para que serve, então, o TSE que – salvo exceções – é exclusividade do nosso Pais? Eu não tenho dúvida de que o leitor está cansado de saber a resposta, ou não está?

Dr Celso,

Não há necessidade  de muitas palavras para compor a narrativa de meio século de amizade. Quando cheguei ao primeiro mandato de prefeito conheci um médico, recém formado, que, enquanto fazia especialização, já trabalhava na Prefeitura. Idealistas e sonhadores, sem nada combinarmos, selamos, os dois, o compromisso de cumplicidade com o destino de Osasco. Desde então seguimos juntos, sem nunca permitirmos que os solavancos da política afetassem nosso relacionamento. A morte de Celso Gíglio  deixa, na comunidade, um sentimento coletivo de dor e abandono. Osasco chora a perda do líder que, como médico e político, dedicou a vida ao progresso da cidade e ao bem estar do seu povo. Missão cumprida, guerreiro, vai em paz!

Hipocrisia

Vamos combinar: Embora a desculpa seja a governabilidade, ninguém, em Brasília, está preocupado com as reformas trabalhista e da previdência. Eles não estão nem aí com o desemprego, a pobreza, o sucateamento dos serviços públicos. O que fazem é dar de ombros para os problemas econômicos e sociais do povo brasileiro. Todos estão exclusivamente focados em viabilizar seus projetos políticos: Temer faz qualquer negócio para se manter no poder; O PSDB, de olho nas eleições do ano que vem, não desce do muro; O PeTismo, matriz perversa dos escândalos e roubalheiras, argumenta que não é o único responsável pelos delitos que levaram o Brasil ao buraco;  No varejão do Congresso, o toma-lá-dá-cá corre solto; No TSE, ministros de “toga justa”, retribuem, com votos insólitos, o compromisso inconfessável que, por nomeação do presidente, foram levados ao ápice da carreira no judiciário. Saramago ensina que hipocrisia é o verdadeiro pecado mortal.