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Rubens Furlan

 Numa das  últimas reuniões no espaço que nos é gentilmente cedido pelo velho e querido amigo Radamés, aconteceu uma das mais comoventes e gloriosas páginas da vida política da Região Oeste da Grande São Paulo. Mais de seiscentas pessoas, concentraram-se no local para participar do evento em que a deputada Bruna Furlan e o ex-vereador Claudio Piteri foram homenageados. Lideranças de Osasco, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Parnaíba, Pirapora e bairros da capital, que lotavam o imenso  salão, vibraram com as mensagens do dinâmico prefeito Rubens Furlan que, graças à sua capacidade administrativa e apoio popular está no quinto mandato. Quando me foi concedida a palavra, não fiz discurso. Apenas dei um testemunho: Era eu prefeito de Osasco, no meu segundo mandato, e, participava de todas as reuniões do Conselho de Prefeitos da Região Metropolitana (Consulti). Os presidentes das Câmaras Municipais não tinham obrigação de comparecer, mas eram convidados. Furlan, à época, presidente da Câmara de Barueri, era um dos  mais assíduos membros do colegiado. Muitos prefeitos não compareciam, mas ele estava sempre presente. Certa vez lhe perguntei a razão de sua assiduidade. A resposta foi imediata: Não faltava porque seria eleito prefeito de sua cidade e tinha o dever de se preparar para exercer o mandato na sua plenitude. Pela entonação de suas palavras e pelo brilho dos seus olhos, eu tive a nítida sensação de que seu projeto, ao invés de bravata inconsequente de um jovem pretensioso, era um sonho viável a curto prazo. Eu não me enganei: Furlan  foi eleito, não apenas uma, mas cinco vezes. E, não há dúvida de que quando considerar cumprida sua missão em Barueri, poderá abrir  as asas e alçar voos em busca de novos e mais altos horizontes na política de São Paulo e do Brasil. Apoio popular e liderança não lhe faltam.
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Saudade

Linda a viagem que, há cerca de cinco anos, levou – me de volta à Universidade de Cornell ( N Y ). na celebração dos meus cinquenta anos de conclusão do mestrado. Chela, exultante de vida e de amor, estendeu-me a mão e, juntos, seguimos no rumo da  biblioteca onde intercalávamos horas de estudo e de sonhos. No caminho fez questão de entrar na lanchonete para saborear nosso “cheescake”.  Como ensina Malraux: “saudade é a presença dos ausentes.”

Sempre que posso, procuro esconder a saudade da Chela. Sofro, por isso. Como ensina Machado de Assis, “…a dor que se dissimula, dói mais.” Quinta-feira, foi prestada justa e merecida homenagem às primeiras damas de Osasco. Delas, duas estavam ausentes: A querida Glorinha Giglio e minha adorada e inesquecível Chela. Creiam, meus leitores, que escrevo estas linhas com lágrimas nos olhos. Quem conheceu minha Chela sabe porque choro!…

Chela, minha esposa, com sua extraordinária sensibilidade e larga experiência de trabalho na área social, não se cansava de denunciar as injustiças contra a mulher, em especial a mulher negra e pobre, vítima de preconceito de gênero, de raça e de condição econômica.

Até os extraterrestres que rondam a pacata Varginha sabem que, todas as vezes em que Temer foi denunciado, Henrique Meireles retirou-se de cena. Desapareceu, na surdina, sem uma palavra de protesto a respeito da devastação do erário, torrado na compra de votos parlamentares para livrar o chefe de julgamento no STF. Espertamente, o ministro, omitiu-se de sua responsabilidade de zelar pelo equilíbrio fiscal. Jogou o mico no colo do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que assumiu o desgaste de justificar os escandalosos pacotes de “agrados e bondades” do governo. Na Arca de Noé federal, ancorada no Lago Paranoá, entrou de tudo: nomeações, liberação de verbas, desonerações, financiamentos privilegiados, perdão de dívida, indultos… Pelo que ocorreu no obsceno “toma-lá dá-cá”, não há mais dúvida de que Temer já desistiu de sua biografia: Trocou ministros, assumiu compromissos, vergou-se a pressões, com o único propósito de se equilibrar no Poder.  E Meireles?… Passada a borrasca, apressou-se, o Corifeu da economia, em voltar aos holofotes do protagonismo. Fez vistas grossas à fatura de dezenas de bilhões de reais consumidos na compra de apoio para salvar Temer da cassação… Ah!, antes que o leitor me cobre: Seu colega, do Planejamento, voltou à categoria de obscuro ministro do baixo clero.

 

Três presidentes e dois ministros

 Para quem não sabe ou não tem memória, HENRIQUE MEIRELES nasceu em Goiás, mas tem a “mineirice” dos filhos das “Gerais”. Eleito deputado pelo PSDB, assumiu, no governo Lula, a presidência do Banco Central, por indicação de Palocci. Os três deram-se bem: Lulinha, o paz e amor; Palocci, o queridinho do mercado; Meireles, o fiador do acordão. Temer veio de carona na vice de Dilma. Estava consolidado o quinteto. Deu no que deu!

Embora possa haver recursos, com desdobramento nas Justiças criminal e eleitoral, é inegável que a posição de Lula saiu extremamente fragilizada do julgamento do TRF-4. O impacto foi devastador e, nos bastidores, a candidatura  do ex-presidente já é tida como juridicamente inviável. Mas, paradoxalmente, a campanha “LULA-2018” será mantida e incentivada, seja com a intenção de minimizar a inevitável devastação das bancadas parlamentares do seu partido, seja com o propósito de preservar, pelo menos até a eleição, o que resta do petismo agônico. Não tenha dúvida o leitor de que, daqui para a frente, a estratégia do PT vai se concentrar em dois objetivos: A aceleração da campanha de Lula e o uso abusivo dos instrumentos jurídicos protelatórios com o intuito de somar votos para os seus candidatos ao legislativo. Esse  é o resumo da ópera. Mas, o sempre desconfiado e impertinente “Nada Ingênuo  Holandês Voador”, correspondente deste blog na Europa, (o leitor ainda se lembra dele?), pede passagem para dizer que, no velho Continente circula apenas uma pergunta: Lula vai ser candidato ou preso? O jornalista Merval Pereira afirma que o ex-presidente “… está mais perto da cadeia do que da candidatura”. E você, caro leitor, o que opina?

*Texto publicado, com alterações no facebook, com o título: “Lula – segundo tempo”.

Fim dos tempos

Para sair à rua um ministro togado teve de usar disfarce.  Deu-se mal. Foi flagrado e está na rede.