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emidio“A Justiça decretou o bloqueio dos bens e a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente estadual do PT Emídio Pereira de Souza em ação de improbidade. Segundo a ação, o petista firmou convênio sem licitação com o Instituto Cidad, em 2010, no valor de R$ 1,5 milhão, quando exercia o mandato de prefeito do município de Osasco, na Grande São Paulo. A decisão é do juiz José Tadeu Pícolo Zanoni. Ele avalia que a Promotoria aponta ‘fatos graves que, realmente, justifica a concessão das medidas’.  A ordem datada de 7 de março, atinge o montante de R$ 4,2 milhões, conforme pedido da Promotoria e alcança solidariamente o petista e outros doze investigados, entre pessoas físicas e jurídicas” (…) Jornal O ESTADO de SÃO PAULO, 11/03/2016. Leia mais em politica.estadao.com.br

 

Depois de dar ao leitor o merecido descanso de cerca de dois meses, período em que me dediquei à conclusão do novo livro a ser publicado, em breve, pela Edifieo, retorno ao blog http://www.guacu.wordpress.com, imbuído da paixão, da franqueza e da coragem de sempre. O compromisso que, ao longo do tempo, conferiu credibilidade a este espaço, segue inalterado. Como destacou o ex-governador Alberto Goldman no prefácio do meu novo livro: “Guaçu não concilia, não tergiversa, não alivia as barbaridades cometidas pelos atuais governantes da Nação. Nem mesmo pelos atuais dirigentes de seu município, Osasco.” Leia mais no blog

Aos que me acompanham na leitura deste blog porque concordam com o que escrevo e aos que seguem comigo,  embora discordem, comunico que continuo inspirado na frase “”Sem Ódio e sem Medo”, do “Pacto de Moncloa” – o grande acordo que, depois de 35 anos da sangrenta ditadura de Franco – devolveu  à  Espanha a sonhada Democracia. Tenho consciência de que não é fácil vencer a tutela desses dois sentimentos (o ódio e o medo), que  escravizam a vontade humana. Mas, para cumprir a missão de lealdade aos princípios deste blog, seguirei no firme propósito de superá-los, custe o que custar.

J. C. S. HUNGRIA*

“RUY CASTRO

– 16/03/2016  02h00

RIO DE JANEIRO Os presidentes não precisam ser eruditos. Mas, na República Velha, o Brasil teve um: Washington Luiz, historiador, autor de livros e ensaios. Rodrigues Alves e Afonso Pena também eram homens cultos. Já o marechal Hermes da Fonseca era famoso pela burrice, e só. Com a Monarquia ainda na memória, todos os presidentes daquela época buscavam uma postura que lembrasse a do imperador recém-derrubado, ereta e digna.

Getúlio e Dutra eram austeros; Juscelino, exuberante; e Jango, tímido. Mas não se conhece uma frase deles que não pudesse ser lida por senhoras no café da manhã. E Janio, sempre três uísques à frente da humanidade, nunca errou uma mesóclise.

Castello Branco achava-se um intelectual, fazia citações em francês. Costa e Silva era grosso, mas sóbrio. Médici tinha a profundidade de um manequim de vitrine. Geisel amarrava a cara para não ter de falar. Figueiredo, sim, deixou frases para a história (“Prefiro o cheiro de cavalo ao cheiro de povo”), mas que só chocavam pelo conteúdo. E Sarney, Collor e FHC eram bons de verbo e divergiam apenas na maneira de mentir – com sinceridade ou cinismo.

Lula, por sua vez, transferiu a Presidência para o mictório do botequim. Em 2004, ao ouvir de um assessor que a Constituição o proibia de expulsar um jornalista estrangeiro, ejaculou, “Foda-se a Constituição!”. O único a registrar a frase foi o repórter Ricardo Noblat, em seu blog. Não era algo a sair em letra de forma. Mas, hoje, como um ex-presidente em tempos mais liberais, Lula pode exercer seu estilo.

Está “de saco cheio” quanto a perguntas sobre “a porra” do seu tríplex que não é dele. A história do pedalinho é uma “sacanagem homérica”. “Ninguém nasce com ‘Eu sou um filho-da-puta’ carimbado na testa”. E eles que “enfiem no cu tudo o processo”. O estilo é o homem. Perdão, leitores.”

Enviado para publicação por J. C. S. HUNGRIA*

 

Quem acompanha os desdobramentos da operação Lava Jato já deve ter percebido que as empreiteiras do cartel que se especializou em assaltar os cofres do governo federal, não estão nem aí com as cifras das multas e dos milhões (ou bilhões?) que, mediante acordos de leniência, se prontificam a devolver. Por astronômicas que possam ser – e são – essas cifras não passam de migalhas quando comparadas ao dinheiro surripiado. O que as empresas temem é o risco de serem consideradas  “ficha suja”, o que implica proibição de firmar contratos com os órgãos governamentais. A MP 703 editada pela presidente altera dispositivo da lei anticorrupção com a clara finalidade de livrá-las desse risco. A pessoa jurídica volta a ser isentada de responsabilidade pela roubalheira. Assim, retrocedemos ao roteiro já conhecido. Os funcionários e executivos, coniventes com o malfeito praticado pela empresa, serão responsabilizados e passarão pelos constrangimentos próprios do risco dos negócios ilícitos que assumiram, cumprindo ordem superior, mas poderão dormir sossegados. Com a proteção dos poderosos conglomerados empresariais a que servem, terão a garantia de boa vida e os benefícios da impunidade. Entre esses atores – pessoas jurídicas e físicas, ou se preferirem, patrões e “laranjas” – há perfeita sintonia e convergência de interesses. Cada qual seguirá desempenhando seu papel, ciente das vantagens de permanecerem juntos, seja na planície ou na cumeada.

Depois da edição dessa Medida Provisória, ninguém mais tem o direito de duvidar que o governo segue tolerante à simbiótica associação criminosa de corruptores e corruptos que se organizaram para estruturar o audacioso esquema de roubalheira que se alastrou pelos vários órgãos do governo federal. O mais revoltante é que a presidente, ainda uma vez, abusou da boa fé dos brasileiros que comemoraram a lei anticorrupção que ela mesma havia sancionado alardeando que o objetivo era promover a moralização das relações público-privadas.

Neste país do faz de conta aproxima-se o carnaval. Não há época mais propícia para fazer da galhofa a revolta popular. Com a edição da MP 703, Dona Dilma deixou cair a máscara. Ganhou o direito de desfilar na comissão de frente das escolas de samba, ao lado dos pesos pesados das empreiteiras denunciadas na operação Lava Jato. E, para quem, como eu,  acreditou que a lei anticorrupção era para valer, resta um consolo. Pode sair nos blocos carnavalescos ostentando o nariz de palhaço. Mas, quer um conselho, caro leitor?  Não perca tempo… Corra em busca do seu, porque, no Brasil de hoje, esse adereço é muito procurado. Por precaução eu já encomendei o meu…

 

 

Agonia do ITO

Agonia do ITO

Depois de destruir a (FAC), a sanha demolidora do petismo não vai sossegar enquanto não acabar com o que resta da FITO. O processo segue na direção do alvo traçado por Emídio de Souza quando assumiu a prefeitura, há onze anos.  A primeira etapa do plano do ex-prefeito foi concluída com o fechamento das faculdades. Mas, a barbárie não chegou ao fim. O que vem por aí, segue o mesmo roteiro: boicote, bloqueio de recursos, partidarização dos quadros dirigentes, perseguição política, descumprimento de obrigações trabalhistas e péssimas condições de trabalho.

Mas enganam-se os coveiros da FITO. O patrimônio cultural e o prestígio do ITO que, nos bons tempos foi referência nacional de ensino tecnológico, não há de morrer. Sempre haverá ex-alunos, professores e pais que se orgulharão do protagonismo de Osasco no cenário educacional do Brasil. A FITO vive na memória e na consciência dos osasquenses!!!

É Natal!!!

” So this is Christmas!”*

Natal é a pausa para lembrar os sentimentos mais nobres, esquecidos durante o ano. É amor, alegria e perdão. Mas é, sobretudo, solidariedade. Papai Noel desembarca, realiza sonhos e desaparece. De onde vem ninguém, nas comunidades carentes, se preocupa em saber. Imagina-se, apenas, que o bom velhinho vive num mundo desconhecido e deslumbrante, em que todos os dias são dia de Natal.

As cenas são fortes. A televisão chegou na favela junto com o Papai Noel. As câmeras focalizaram a felicidade da mulher, sorridente, de semblante desdentado, ao desatar as fitas coloridas para espiar a cesta de natal recheada de mantimentos. Tinha até um frango e um panetone… As câmeras espertas voltaram-se, em seguida,  para o menino pobre, de rostinho inocente, sentado em um canto, empenhado em desempacotar o presente que acabara de ganhar. Quando viu o brinquedo, sua carinha triste sorriu.

Todos comemoravam o glamour da TV, naquele cenário de pobreza e carências… Com o coração apertado, não pude resistir. Lembei -me da minha infância em Osasco e desliguei a televisão, para não chorar.

Feliz Natal!!

*John Lennon – ” Então é Natal”

 

Efervescência cultural e política

A internet nos reserva surpresas. O estranho e intrigante email veio dos Estados Unidos, em outubro de 2010. Li e reli a mensagem que, embora enigmática, me chamou a atenção porque os personagens, datas e fatos mencionados eram verdadeiros. Ademais, o texto era documentado por fotos e recortes de jornal do início dos anos 1970, a época da extraordinária efervescência cultural e política de Osasco. O email não podia ser mais comovente: “(Ricardo e Rubens) “…passed to us the love, passion and dream for theatre… I remember we used to go to schools and churches to perform one of our plays. We had decided: ‘if people can’tcome to the theatre, we’ll take the theatre to the people’. So we’d load some trucks, that the city provided to us, with the whole scenario and there we’d go, happy actors dreaming big that one day we’d make to Broadway… I didn’t make to Broadway but those years are one of my fondest memories… When I think about home Nucleo Expressão comes to my mind… “
Cindy, a remetente do email, que, à época, era adolescente (início de 1970) e morava em Osasco, expressa de maneira eloquente, o engajamento de sua geração no projeto de divulgar o teatro, como fonte de participação popular ao lembrar que os jovens, de então, acreditavam que, se o povo não pudesse vir ao teatro, eles levariam o teatro ao encontro povo, nas escolas e nas igrejas dos bairros. Para cumprir a missão lotavam caminhões, cedidos pela prefeitura, com os cenários e seguiam – felizes atores – sonhando que algum dia chegariam à Broadway. Ela não chegou à Broadway, mas reconhece que aqueles anos estão entre os mais gratificantes de sua vida. E conclui: “Quando penso em casa, o Núcleo Expressão vem à minha lembrança”.
O depoimento de Cindy que,há tantos anos vive nos Estados Unidos, expressa, sem dúvida, a síntese dos oportunos e judiciosos apelos de Chela, minha querida e inesquecivel esposa, que me convenceu a apoiar a talentosa e dedicada geração de estudantes operários liderada por Rubens Pignatari e Ricardo Dias. (leia em Presença do teatro /20/12/2015; pág. deste livro). A intuição de Chela foi fundamental para a escalada do processo de conscientização democrática e cultural do povo deOsasco, em plena ditadura.

(fotos de ensaios no salão da prefeitura enquanto o Núcleo Expressão ultimava providências para instalação do seu teatro).Núcleo de expressão 2

Núcleo de expressão 5

Núcleo de expressão 4

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